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segunda-feira, 18 de março de 2013

Programa Milho & Feijão Após o Tabaco tem lançamento nesta terça no Rio Grande do Sul

Programa Milho & Feijão Após o Tabaco tem lançamento nesta terça no RS
 
O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, participa, nesta terça-feira, em Canguçu, do ato de lançamento do Programa Milho & Feijão Após a Colheita do Tabaco no Estado, desenvolvido pela Souza Cruz, contando com a parceria do Governo do Estado e de outras instituições.
Na opinião do secretário, o programa é importante porque estimula a diversificação produtiva naquelas propriedades que plantam tabaco. “Estamos desenvolvendo um projeto que visa criar condições para que os fumicultores possam utilizar as estufas, que ficam pelo menos noves meses ociosas durante o ano, para secar e estocar produtos como o milho”, antecipou Mainardi.
No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que a produção da safrinha alcance cerca de 145 mil toneladas de grãos, com o envolvimento de 26 mil produtores, em uma área plantada de 36 mil hectares.
O evento terá início às 10 horas, na propriedade dos produtores integrados Eliseu e Márcio Bierhals, na localidade de Canguçu Velho, no interior do município de Canguçu. A expectativa é que a cerimônia de lançamento conte com a presença de mais de 100 convidados, entre autoridades, lideranças da comunidade e produtores do município e da região.
Criado com o objetivo de incentivar o plantio de grãos após a colheita do tabaco como forma de diversificar a propriedade, aumentar a renda do produtor e contribuir para a preservação do meio ambiente e qualidade de vida, o programa tem, ainda, o apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
Preço do frete sobe e gera preocupação ao produtor
 
Os problemas de lógistica, velhos conhecidos do Estado, continuam gerando dor de cabeça, tanto às autoridades, que necessitam correr contra o tempo para solucionar este problema, quanto aos produtores, que mesmo diante da expectativa de uma safra recorde, preocupam-se com o escolamento da produção.
O pico da safra ainda está longe e os problemas de logística para escoar a produção já prejudicam toda a cadeia produtiva do milho e da soja. O frete, elemento importante na formação do custo, subiu de 40 a 50%.
A alta representa cerca de R$ 60,00 a mais por tonelada de soja que sai do centro-oeste em direção aos portos. O produtor perde até R$ 5,00 por saco devido ao custo do transporte, que deve continuar elevado.
 

quarta-feira, 13 de março de 2013


Chuvas de março contribuem para boa produtividade de soja e milho na região de Erechim

As chuvas registradas nos 12 primeiros dias de março, na região de abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim (32 municípios de Amau) ficaram, em média, 100 mm. O clima foi benéfico para as lavouras, melhorando as condições da cultura da soja, embora não recupere os prejuízos já dimensionados. Devido as chuvas, a colheita do milho foi interrompida nesta semana, segundo informativo conjuntural do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. De acordo com o assistente técnico regional, Paulo Silva, a área cultivada com milho na safra 2012/2013, estimada em 70.727,76 hectares, é 9,14 % inferior à safra 2011/2012. A produtividade esperada atualmente é de 5.697,38 kg/ha, 12,96% inferior a expectativa inicial de produtividade que era 6.545,59 kg/ha. A qualidade das lavouras varia bastante entre os municípios e dentro do próprio município. As lavouras de milho estão com 65% da área cultivada colhida, 33% maduro e por colher e 2% em floração.
Já a área de cultivo com a soja safra 2012/2013, com área estimada em 206 mil hectares na região dos 32 municípios, apresenta um aumento de 3,83% superior em relação à área cultivada na safra 2011/12. Atualmente a expectativa de produtividade está em 2.750,22 kg/ha, 38,48% superior a média regional alcançada na última safra, mas já apresenta uma redução 10,08% com relação a expectativa inicial de produtividade que era de 3.058,47 kg/ha. Os preços, durante a semana, se mantiveram estáveis em torno de R$ 56,50, no valor pago no balcão. As lavouras de soja estão com 95% em fase de enchimento de grãos, 4% maduro para colheita e 1% colhido.

FONTE: www.jornalboavista.com.br

Chuvas de fevereiro salvam a lavoura no Alto Uruguai


Chuvas de fevereiro salvam a lavoura
As culturas do milho e da soja deste ano, após enfrentarem momentos de incertezas quanto à produtividade, deverão dar aos agricultores do Alto Uruguai, colheitas satisfatórias com o retorno das chuvas.
Ambas as culturas deverão bater recordes, tanto no Brasil como no Rio Grande do Sul.
Em relação a cultura da soja, novembro foi um mês deficiente de chuvas em alguns locais da região, principalmente próximos ao Rio Uruguai, diferente do oeste do Alto Uruguai, com níveis satisfatórios de precipitações. Já em dezembro, as chuvas foram abundantes e generalizadas, o que contribuiu significativamente para a germinação das plantas e janeiro com chuvas deficientes nestas nestes mesmos locais, mas amenizados com o retorno generalizado das chuvas em fevereiro.
De acordo com o gerente Técnico e Comercial da Cotrel, Nilso Antoniazzi, este panorama forma duas situações em relação a produtividade destas lavouras, uma delas com poucos prejuízos e a outra com maiores danos. Segundo ele, não há ainda como estimar um percentual de perdas, conforme as expectativas de produtividade de cada agricultor neste momento de início da colheita, necessitando seu avanço proporcional pela particularidade de cada lavoura, como a tecnologia aplicada, a época da semeadura, investimentos e o próprio ciclo de cultivo. Ele destaca que, com o retorno das chuvas de fevereiro, momento ainda importante para o enchimento dos grãos, a maioria das lavouras teve uma recuperação expressiva, o que poderá resultar em uma produtividade excepcional da cultivare, com perdas bem abaixo do esperado.
Com uma área de 152 mil hectares plantados, a soja na região deverá proporcionar o dobro da lucratividade alcançada no ano passado.
O Brasil deverá colher uma das melhores safras de soja dos últimos tempos, superando os 83 milhões de toneladas de grãos, com o Rio Grande do Sul também passando dos 12 milhões de toneladas, diferente dos menos de 7 milhões colhidos na safra passada.
A questão da colheita do milho, segundo Antoniazzi, vem avançando satisfatoriamente, levando em consideração os mesmos problemas localizados de chuvas, com lavouras mais e menos prejudicadas, principalmente quando da geada de setembro que proporcionou uma perda significativa em algumas lavouras, com expectativa de colheita variando de 40 sacas por hectare a 180, ou até mesmo 190 sacas por hectare, com prejuízos enormes em algumas situações até safras excelentes, o que demonstra uma redução muito maior na safra de milho do que a do soja, que mesmo no início da colheita na região, já demonstra que aqui também teremos uma das maiores safras do cereal da história.
As chuvas do último final de semana, com uma média de 48 milímetros registradas na região não comprometem a colheita, principalmente da soja. Entretanto, se permanecer com índices altos de precipitações, como o esperado para hoje em toda a região, poderá acarretar preocupação, principalmente em termos de qualidade pelo excesso de umidade de grãos, mas nada que possa oferecer prejuízos significativos às lavouras.
FONTE: www.jornalbomdia.com.br
Agricultor colhe 150 sacas de milho por hectare com a irrigação
 
Crédito Especial: agricultor colhe 150  sacas de milho por hectare com a irrigação
Com a irrigação, pés de milho cresceram mais que Nestor Prado e Diomar Formenton
 
Depois do sofrimento pelas perdas com a estiagem de sete meses em 2012, alguns agricultores de Santo Ângelo conseguiram uma ajuda do Governo Federal e já estão conseguindo recuperar os prejuízos.
Segundo o técnico agrícola da Emater, Diomar Lino Formenton, o Crédito Especial foi destinado aos Estados atingidos pela seca do ano passado. Para o município de Santo Ângelo o montante foi de R$ 1.492,772,99, destinados a 170 famílias que investiram principalmente na produção leiteira, significando 90% dos recursos.
As famílias investiram em correção de solo (pastagem), equipamentos como ordenhadeiras, resfriadores, vacas leiteiras, transferidor de leite, construção de salas de ordenha e irrigação para pastagem ou lavouras de milho.
O agricultor Nestor do Prado, da localidade de Atafona, foi um dos prejudicados com a estiagem e investiu o crédito especial, no valor de R$ 10 mil, em irrigação da propriedade, sendo R$ 8.222,00 em equipamentos de irrigação e o restante em adubo. Neste primeiro ano de utilização do sistema, ele irrigou três hectares de soja e um hectare de milho.
O resultado está sendo comemorado. “A média de produtividade antes da irrigação era de 60 sacas de milho por hectare. Agora já estamos colhendo 150 sacas por hectare. O produto se desenvolve com mais qualidade”, afirma Prado.
 

terça-feira, 12 de março de 2013


Expodireto marca consolidação de programa estadual de irrigação


Expodireto marca consolidação de programa estadual de irrigação
 
As vendas de sistemas de irrigação na Expodireto/Cotrijal, que ocorreu na semana passada, chegaram a um valor próximo de R$ 84 milhões, com a comercialização de 480 equipamentos, suficientes para irrigar 17 mil hectares de lavouras. Os números foram divulgados pela coordenação do Programa Mais Água, Mais Renda na última sexta-feira (8). “O programa deslanchou. A procura foi muito grande na Expodireto”, comemora o secretário estadual adjunto de Agricultura, Cláudio Fioreze. 
Instituído em março de 2012, o Mais Água, Mais Renda, por sua vez, disponibiliza R$ 75 milhões anuais para aquisição de equipamentos de irrigação, tanto para pequenos quanto para grandes produtores. Em matéria realizada pelo Sul21 em novembro do ano passado, Fioreze reconhecia que o programa ainda estava em fase de implementação. Agora, ele garante, o programa se consolidou e vai até ultrapassar a meta estipulada. 
O objetivo inicial do Mais Água, Mais Renda era dobrar a área irrigada de lavoura de sequeira (não inundada) do Estado, que era de 100 mil hectares. Em 2012, a área irrigada aumentou em 30 mil hectares e a projeção para 2013 é de 40 mil. “Em resumo, faz 30 anos que começou a se irrigar no RS áreas de sequeiro e até hoje havia 100 mil hectares. Vamos com tranquilidade bater a marca de 100 mil hectares até 2014, em três anos o que havia sido feito em 30. É uma coisa de Kubitschek”, brinca o secretário-adjunto, em alusão ao slogan “cinquenta anos em cinco” do Governo JK. “Claro que nem tudo dos 30 mil hectares de 2012 foi subsidiado pelo Mais Água, Mais Renda, mas muitos produtores se valeram do licenciamento ambiental do programa, ou mesmo pela divulgação da irrigação que tem sido promovida”, explica Fioreze. 
Com a participação em um estande específico para oferecer financiamento para irrigação e prestar informações sobre o Programa Mais Água, Mais Renda, o BRDE também comemora os resultados na Expodireto. Os pedidos de financiamento ao banco para irrigação totalizaram R$ 44,8 milhões durante o evento, cerca de 20% de tudo o que a instituição recebeu de pedidos na feira (R$ 224,47 milhões). 
Em 2012, aumentamos em 94% o financiamento de pivôs centrais. O grande atrativo foi o Mais Água, Mais Renda”, conta o diretor administrativo do banco, José Hermeto Hoffmann. “Se fala em irrigação há muito tempo no RS, mas nosso agricultor tem uma tendência à loteria, a apostar. Só que nos últimos dez anos as secas estão mais frequentes. Temos que superar as secas de verão com irrigação. Estamos muito empenhados neste programa”, completa. 
Segundo Hoffmann, a irrigação é necessária não apenas para os períodos de seca. Ele afirma que mesmo em um verão como o atual, em que tem chovido, os produtores que têm irrigação ligam ela quando fica alguns dias sem chover e isto gera grandes benefícios. “Estes agricultores estão colhendo cerca de 30% a mais”, conta. “Precisamos divulgar o mais possível os resultados econômicos da irrigação”. 
Com esta finalidade, o BRDE tem feito reuniões em cooperativas para apresentar o programa aos integrantes das entidades e auxiliar a quem quiser aderir. “O BRDE tem sido muito importante. Tem um relacionamento muito forte com médios e grandes produtores e sempre acreditou no programa. É um parceiro de primeira hora”, afirma Cláudio Fioreze. 
Entre 2009 e 2012, 40% das novas áreas irrigadas foram financiadas pelo BRDE. “Mas isso dá apenas 25 mil hectares. Temos 4 milhões de hectares no Estado (de sequeiro). Este é o tamanho do desafio. Precisamos mudar a cultura e isto deve levar gerações”, afirma Hoffmann. 
Cláudio Fioreze destaca uma novidade que deve ampliar a irrigação nas plantações de milho, soja e sorgo no Rio Grande do Sul. O Instituto Rio-Grandense do Arroz e a empresa privada KF desenvolveram em parceria uma plantadeira (denominada microcamalhoneira) que irriga grãos como soja, milho e sorgo usando os sulcos de terras que são normalmente utilizadas para o arroz (terras baixas). “O RS possui cerca de 3,5 milhões de hectares de terras baixas. De 1 a 1,5 milhão são cultivadas com arroz e o resto fica em pousio, ou é usado para pecuária. Temos um potencial enorme de implantar outros grãos nestas terras, em especial, o milho, já que temos um déficit desta produção, o que prejudica a criação de aves, suínos e produção de leite”, afirma o secretário-adjunto. 
Entre as vantagens da nova tecnologia está o preço, de R$ 500 por hectare irrigado; outras tecnologias custam em média R$ 5 mil por hectare. Além disto, consome pouca energia, porque a irrigação se dá por gravidade, das partes mais altas para as mais baixas, utilizando-se dos sulcos feitos usualmente para a inundação das lavouras de arroz. 
A máquina foi implementada experimentalmente na safra 2011/2012 e para a safra 2012/2013 já foi incorporada ao Mais Água, Mais Renda. “Foi um sucesso muito grande. Tanto que a empresa que fez está ampliando a fábrica, que fica em Candido Godói”, conta Fioreze. 
Na Expodireto, através de micro-camalhões, totalizou R$ 1 milhão de reais, com estimativa para 4 mil hectares, com a venda de 15 plantadeiras que foram fruto da parceria entre IRGA e KF. O segmento de pivots (aspersão de grande porte), para plantações de grãos, totalizou 11,2 mil hectares, comercializando R$ 75 milhões e 205 equipamentos. Outro método que teve um impulso importante foi o de microaspersão, com 250 projetos, totalizando mil hectares e R$ 1 milhão de reais. No método de gotejamento subterrâneo, foram pré-contratados 10 sistemas para uma área de aproximadamente 800 hectares e R$ 7 milhões. 
O Governo subvenciona parte dos financiamentos, feitos por linhas de crédito já existentes, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (PRONAMP). Para os pequenos produtores, o Mais Água, Mais Renda paga a totalidade da primeira e da última de um total de dez parcelas (uma por ano, com carência de três anos para o pagamento da primeira parcela). Ao médio produtor, o programa subvenciona 75% da primeira e da última parcelas, e ao grande produtor 50%. A avaliação do Governo é de que arrecada mais em ICMS estimulando a irrigação do que os R$ 75 milhões anuais com que auxilia os produtores. 
Além das subvenções, o Mais Água, Mais Renda também desburocratiza o licenciamento e outorgas. Não é preciso fazer um licenciamento individual para construir um açude de até 10 hectares ou irrigação de até 100 hectares de área irrigada. A Secretaria possui licenciamento até 2016 e basta que os projetos estejam dentro de especificações técnicas exigidas. As outorgas, que são uma segunda etapa, também foram facilitadas. O produtor ou o técnico consegue uma outorga provisória pela internet, que já permite a liberação do financiamento. Para que os produtores tenham projetos que se enquadrem nos requisitos técnicos e de respeito ao meio-ambiente, a Secretaria de Agricultura fechou convênios com várias cooperativas, sindicatos de trabalhadores rurais e com a Emater, para trabalharem na capacitação para o projeto. 
O sucesso do programa também tem se refletido no setor de máquinas para irrigação. Além do sucesso da KF, com sua plantadeira microcamalhoneira, que, como já citado, está ampliando sua fábrica, a Fockink, que produz pivots, também tem destaque. “Está trabalhando em três turnos. Se tem cidade que está com pleno emprego no Rio Grande do Sul, é Panambi (sede da Fockink)”, afirma José Hermeto Hoffmann.

FONTE: www.agrolink.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2013

Milho em Santo Ângelo já tem 75% da área colhida com produtividade média de 80 sacas por hectare
Segundo dados da Emater de Santo Ângelo, cerca de 75% da área de 4.820 hectares plantados com milho já se encontra colhida.
A produtividade inicial projetada era de 70 sacas por hectare. Mas a média atual está em 80 sacas/ha, o que representa 14,3% a mais que a previsão. O agrônomo Álvaro Uggeri acredita que a colheita de milho em Santo Ângelo deva ser encerrada em maio, justamente pelo fato de lavouras terem sido cultivadas em janeiro.
O clima ideal seria pouca quantidade de chuva. Ele reforça que apenas uma precipitação normal de 40 milímetros seria o suficiente para a maturação uniforme do grão e após períodos de sol, para que então o produtor acelere a colheita.
Já o milho cultivado no ciclo “do tarde” necessita de chuvas semanais de 40 milímetros e intercaladas com períodos de tempo bom.
A previsão de uma produtividade final de 80 sacas/ha é atribuída pelo agrônomo a fatores entre os quais o clima favorável a tecnologia implantada pelos agricultores. “Os produtores também empregaram cultivares com alto potencial genético”, acrescenta.
SOJA
Em virtude da pequena falta de chuva verificada na fase crítica da soja, a quebra nas lavouras cultivadas em uma área de 36.700 hectares, permanece ainda em 10%.
A produtividade média inicial estimada era de 40 sacas por hectare. Porém, devido às perdas, esta produtividade cai para 36 sacas/ha até agora.
Como a grande maioria da cultura se encontra na fase de enchimento de grãos e um pequeno percentual em maturação, a soja necessita de precipitações semanais que variam de 40 a 50 milímetros, sucedidas de dias de luminosidade.
“A atual situação da cultura requer cuidados por parte do produtor com possível ataque de pragas e doenças que podem causar prejuízos aos sojicultores”, alerta Álvaro.
Diante do risco do aparecimento de pragas como ataque de percevejos e doenças, entre elas a ferrugem asiática, ele orienta aos produtores realizar permanentemente um monitoramento das lavouras.
Álvaro adianta que da área cultivada, nem 1% da área total foi colhida em Santo Ângelo. O pico da colheita deverá ser registrado no início de abril e que se estenderá até final do mesmo mês.
 

quarta-feira, 6 de março de 2013


RS busca autossuficiência na produção de milho

Fórum Nacional do Milho reúne autoridades do setor em Não-Me-Toque
Fórum Nacional do Milho reúne autoridades do setor em Não-Me-Toque
Foram definidas diversas demandas sobre a produção de milho no Estado e no Brasil, no 5º Fórum Nacional do Milho, realizado durante a Expodireto/Cotrijal, em Não-Me-Toque. O 5º Fórum Nacional do Milho levantou um problema que deve ser foco de muita discussão na Expodireto Cotrijal 2013: a dificuldade de escoamento da produção em função da falha no sistema.

O presidente da Associação dos Produtores de Milho do RS (Apromilho), Cláudio de Jesus, conta que todas as entidades ligadas ao setor têm trabalhado na busca de mecanismos que resolvam a questão do déficit de milho no Estado, que ainda não é autossuficiente.
" O RS participa da exportação de milho do País, e importa mais. O ideal seria o RS produzir milho em autossuficiencia. Com certeza esse é o mecanismo que estamos procurando, através do aumento das áreas irrigadas, com um seguro de proteção ao produtor", disse Claúdio.
"Não falta milho no Brasil, falta planejamento de longo prazo do governo para auxiliar a cadeia do milho, já que a produção está concentrada em pontos distantes dos principais mercados consumidores", afirmou o consultor em agribusiness Carlos Cogo, que analisou a situação de oferta e demanda de milho no país e em nível internacional, os problemas que a cadeia enfrenta e quais são as possíveis soluções.
O Brasil produz cerca de 76 milhões de toneladas de milho, enquanto o consumo é de 52 milhões de toneladas. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no entanto, não são autossuficientes, em função da grande demanda dos grãos para os setores de produção de suínos e aves.
Será anunciado amanhã, o Plano Safra de Inverno, que tem a intenção de auxiliar a cadeia do milho na questão do armazenamento.

FONTE: www.jmijui.com.br

RS terá 2ª maior safra da história, diz Emater


RS terá 2ª maior safra da história, diz Emater

Nesta quarta-feira (06/03), durante café da manhã à imprensa realizado no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, a Emater/RS-Ascar divulgou os números referentes à safra de grãos de verão de 2013. Conforme o levantamento realizado pela Gerência de Planejamento e divulgado pelo diretor técnico da Instituição, Gervásio Paulus, o Rio Grande do Sul deverá colher pouco mais de 25 milhões de toneladas, o que coloca a atual safra como a segunda maior já produzida no Estado, ficando atrás somente da safra de 2011, quando foram colhidos 26,5 milhões de toneladas de grãos. A safra de soja, que terá uma produção de 11.844.880 toneladas, será a maior já colhida no Rio Grande do Sul. 
O levantamento, realizado entre os dias 21 e 26 de fevereiro, levou em conta as informações de 350 municípios, abrangendo 82% da área cultivada com arroz, 65% com feijão, 91% com milho e 91% com soja. Em relação às áreas cultivadas nesta safra, o arroz totalizou 1.038.800 hectares; a da soja, 4.538.202; o milho, 1.054.295; e o feijão, 73.636 hectares

Conforme destacado pelo diretor técnico da Emater/RS-Ascar durante a apresentação dos números, apesar de a atual safra ter ficado atrás da de 2011, o valor bruto de produção (VBP) será maior este ano, tendo em vista as atuais cotações das commodities, que se encontram em patamares bem superiores aos praticados há dois anos. “Os produtores receberão, este ano, cerca de R$ 20,7 bilhões, valor superior ao que foi gerado na safra de 2011, quando o setor movimentou R$ 16,7 bilhões”, frisou Paulus. 

Conforme o presidente da Emater/RS, Lino De David, o Rio Grande do Sul está diante de um ano favorável não somente à produção de grãos, mas também à produção de carne e leite, “fruto do esforço dos agricultores, das políticas públicas destinadas ao setor primário e da recuperação da Emater”. De David também creditou o bom resultado da safra 2013 às medidas do Plano Safra, que favoreceram o acesso dos agricultores às tecnologias produtivas e ao crédito; às cotações favoráveis, que fizeram com que os produtores investissem nas lavouras; e às condições climáticas favoráveis. 

“Acredito que os números apresentados hoje irão se aproximar ainda mais da safra recorde de 2011”, afirmou o secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, referindo-se à conjuntura favorável para a produção primária citada pelo presidente da Emater/RS-Ascar. “A safra de grãos, somada à produção de leite e carnes, certamente farão o PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário ter um significativo incremento no Rio Grande do Sul, devendo ser o maior já registrado no Estado”, projeta Mainardi. 

O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, também ressaltou as medidas do Plano Safra Estadual como fundamentais ao bom resultado da atual safra, como os juros negativos e a ampliação do crédito. “Além disso, incluímos o serviço de assistência técnica e extensão rural como parte do desenvolvimento agrícola do Rio Grande do Sul”, frisou Pavan. Para o secretário, como as cadeias produtivas ligadas ao campo representam cerca de 50% do PIB gaúcho, este deverá ficar muito acima da média nacional. 

Além dos jornalistas, também participaram do café da manhã promovido pela Emater/RS-Ascar, o prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque, respectivamente, Antônio Vicente Piva e Pedro Paulo Falcão da Rosa, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, o coordenador da Expodireto Cotrijal 2013, Celso Siebert, além de representantes da SDR, Seapa e Emater/RS-Ascar. 

FONTE: www.agrolink.com.br

terça-feira, 5 de março de 2013


Plantio em terras baixas é a saída para aumentar produção gaúcha de milho




Plantio em terras baixas é a saída para aumentar produção gaúcha de milho
Adjunto da Agricultura, Fioreze falou de novas técnicas no 5º Fórum Nacional do Milho, na Expodireto


A plantação de milho nas terras baixas, em rotação com a cultura do arroz, é uma das possibilidades que pode dar respostas à necessidade do Rio Grande do Sul de aumentar a produção de milho, visando atender à demanda interna, especialmente a originada pelas cadeias produtivas dos suínos e aves. A idéia foi defendida na última segunda-feira (04/03), no 5º Fórum Nacional do Milho, durante a Expodireto/Cotrijal, em Não-Me-Toque. 

Depois de explicar que o Governo do Estado tem uma proposta de política agrícola que atua em transversalidade com as políticas do Governo Federal, o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Cláudio Fioreze complementou dizendo que para produzir os 2 milhões de toneladas de milho que o mercado gaúcho necessita é necessário ocupar as terras baixas e várzeas com milho irrigado. "Temos tecnologia para isso e um exemplo é o trabalho desenvolvido pelo Irga, em parceria com a iniciativa privada, no desenvolvimento da microcamalhoneira, que permite drenar o excesso de água e irrigar a cultura quando necessário". 

Outra questão enfatizada pelo secretário adjunto foi em relação ao produtor de fumo. Segundo ele, existem em torno de 120 mil estabelecimentos que plantam tabaco no Rio Grande do Sul e muitos deles já estão envolvidos no programa da Secretaria da Agricultura com a Souza Cruz , que estimula o plantio de milho e do feijão após a colheita do fumo. "Estamos em fase final de elaboração de um projeto que integra irrigação nessas áreas e busca formas de secar e estocar o milho nas mesmas estufas utilizadas para secar as folhas de fumo", explicou Fioreze. 

Ao concluir, o secretário obsevou o bom momento que vive a cultura do milho, destacando as linhas de financiamento proporcionadas pelos governos do Estado e Federal para a comercialização do grão, e disse que a Secretaria da Agricultura trabalha para que o Estado alcançe 50 mil hectares de área de milho com irrigação.

FONTE: www.agrolink.com.br

Milho concentra debates na abertura da Expodireto


Milho concentra debates na abertura da Expodireto

Primeiro dia contou com grande número de visitantes no parque

O cenário promissor para o milho no Rio Grande do Sul foi o destaque do primeiro dia da 14ª Expodireto Cotrijal, cuja abertura ocorreu na última segunda-feira (04/03), em Não-Me-Toque. Durante boa parte do dia, lideranças vinculadas a produtores e compradores do cereal estiveram reunidos para debater o presente e as expectativas em relação ao cereal.

O coordenador do 5º Fórum Nacional do Milho e presidente-executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Odacir Klein, ressaltou que, com as iniciativas na área de irrigação, incremento de tecnologia das sementes e com a liberação de crédito do governo para financiar estoque e compra do cereal, é aguardado um aumento da produção no Estado. “Se esses fatores se consolidarem, podemos ter números de rendimento e de produção ainda mais elevados do que o esperado nesta safra e, quem sabe, autossuficiência”, disse Klein. Conforme dados do 5º levantamento de safra da Conab, divulgados em fevereiro, a produção gaúcha deve fechar em 4,7 milhões de toneladas, o que representa incremento de 40,6% em relação ao período 2011/2012, quando a produção de milho foi de 3,34 milhões de toneladas. 

O dirigente também destacou a importância da liberação de R$ 250 milhões em crédito, anunciada recentemente pelo Banrisul, para fomentar a comercialização do cereal no Estado e também incentivar a produção do mesmo. “Produzimos menos do que consumimos e, com essa medida, asseguramos que o produto não deixe o Estado, incentivamos o consumo interno do produtor, reduzindo nossa dependência pela importação”, avaliou Klein. O mercado mundial de milho também foi destaque durante o fórum. “Frente a uma safra boa nos Estados Unidos, cujos estoques estão baixos, não vislumbramos baixas nos preços dos milhos no mercado internacional”, reforçou.

Segundo Klein, durante o fórum, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, informou que o governo está preocupado em garantir financiamento para armazenagem nas propriedades, além de prover recursos para logística da safra. No evento, também foram apresentados diferentes cenários para o cereal no País, em um comparativo entre a realidade de Santa Catarina e do Mato Grosso: o primeiro encara problemas de abastecimento, e o segundo contabiliza excedentes de produção e enfrenta problemas de logística para escoamento da produção. “Debatemos ainda propostas de aprimoramento do conjunto de normas para que haja mais eficiência na formação de estoques públicos, armazenagem e movimentação de produtos quando necessário”, disse Klein. Assuntos como a garantia de preços mínimos, os mecanismos para aquisições de produto para a formação de estoques e o estímulo à rápida movimentação de milho entre as regiões também foram temas de pauta. 

O presidente da Cotrijal, Nei Mânica, disse que no primeiro dia do evento foi registrado um incremento de 2% no público na comparação com a edição 2012 da feira, chegando a 21 mil pessoas. “Hoje será o dia da soja na Expodireto, com a realização do Fórum Nacional para tratar da oleaginosa”, destacou.

Banrisul anuncia R$ 250 milhões para safra de inverno

O Banrisul anunciou nesta segunda-feira, durante interiorização do governo do Estado na Expodireto, R$ 250 milhões para financiar o custeio e a comercialização de culturas de inverno, além de recursos para o custeio pecuário e produção de hortifrutigranjeiros. Segundo o presidente da instituição, Túlio Zamin, o banco vem fazendo esse esforço para poder concretamente e objetivamente colocar à disposição dos produtores esses recursos, tanto para a produção das lavouras de inverno, como para a comercialização do milho.

Na oportunidade, o dirigente informou que os 40 profissionais e técnicos do Banrisul que estão atuando na feira foram orientados a trabalhar fortemente na divulgação do programa Mais Água, Mais Renda. “Nos novos tempos em que vivemos, o grande investimento é em inovação, em tecnologia”, destacou, afirmando que “nesse momento, com a perspectiva de uma boa safra de grãos, a aplicação em irrigação por meio desse programa do governo do Estado é uma excelente alternativa”.

O trigo é considerado o principal produto da safra de inverno. Porém, há outras culturas importantes, como aveia, triticale, centeio, girassol, além da cevada para a indústria de bebidas, e a canola, como alternativa de grão de inverno para a indústria de biocombustível, que também são contempladas pelo financiamento. Do total dos recursos, no mínimo R$ 150 milhões serão empregados no financiamento do custeio do trigo. Na safra anterior, foram financiados nesta modalidade R$ 62,6 milhões. Para o ano de 2013, a expectativa é que a área plantada da cultura de trigo deva crescer 4,7%, segundo dados da Conab.

FONTE: www.agrolink.com.br

domingo, 3 de março de 2013


Emater de Santo Ângelo alerta sojicultores para risco de surgimento de pragas e focos de ferrugem asiática nas lavouras

 



Nesta fase em que se encontram as lavouras de soja, sendo 90% em enchimento de grãos e 10% em maturação, em uma área plantada de 36,7 mil hectares em Santo Ângelo, a Emater do município alerta para o risco do surgimento de pragas como ataque de percevejos, e doenças, entre as quais a ferrugem asiática
"Os sojicultores precisam permanentemente realizar o monitoramento das lavouras em suas propriedades", recomenda o chefe do escritório do órgão, engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues.
A produtividade média inicial estimada era de 40 sacas por hectare. No momento, calcula Álvaro, a quebra na cultura é de 10% no município, reduzindo a produtividade para 36 sacas por hectare, principalmente em decorrência da falta de chuvas no mês de janeiro, justifica.
Para o agrônomo, a soja se encontra em seu estágio mais crítico quanto à necessidade de umidade no solo. "Portanto, é importante que o clima permaneça com chuvas regulares entre 40 e 50 milímetros por semana, bem como aliadas a dias de sol intenso", opina.
Contudo, Álvaro observa que o ataque de doenças e pragas não influenciaram fundamentalmente nas perdas, pois os agricultores adotaram métodos de controle de maneira preventiva, ou seja, para que não ocorram danos à cultura por esses agentes, que são insetos e fungos. 
Ele lembra que focos de ferrugem já foram detectados em várias lavouras de soja. "Mas da mesma forma foram controlados, tanto no início quanto antes do aparecimento dos sintomas", deduz.
 
SITUAÇÃO DO MILHO
Quanto ao milho, 70% da área de 4.820 hectares foi cultivada até agora, cuja produtividade inicial projetada era de 70 sacas por hectare. Ele adianta que 10% das lavouras se encontra na fase de maturação e o restante 20% na fase de desenvolvimento vegetativo, principalmente da cultura implantada no ciclo tardio (janeiro).
A produtividade média atual está em 80 sacas/ha, o que representa 14,3% a mais que a inicialmente estimada. O agrônomo acredita que a colheita de milho em Santo Ângelo deva ser encerrada em maio, justamente pelo fato de lavouras terem sido cultivadas no começo deste ano.
O clima ideal, na sua opinião, para o atual estágio da planta seria pouca quantidade de chuva. Ele entende que apenas uma precipitação normal de 40 milímetros seria o suficiente para a maturação uniforme do grão e após períodos de luminosidade, para que então o produtor efetive a colheita.
Já o milho do ciclo "do tarde" precisa de chuvas semanais de 40 milímetros e intercaladas com períodos de tempo estável.
A previsão de uma produtividade final de 80 sacas/ha é atribuída por Álvaro a dois fatores: em primeiro lugar, as condições climáticas favoráveis , e em segundo, a tecnologia implantada pelos agricultores destacando-se o uso de cultivares com alto potencial genético de produção.

FONTE: www.atribunars.com.br

Morgan apresenta tecnologia POWERCORE™ na Expodireto Cotrijal

 
Morgan apresenta tecnologia POWERCORE™ na Expodireto Cotrijal
 
A Morgan Sementes e Biotecnologia, marca comercial da Dow AgroSciences, apresenta na Expodireto Cotrijal Coopavel (4 a 8/3), em Não-Me-Toque (RS), a tecnologia POWERCORETM, primeiro evento em milho com cinco genes estaqueados aprovado no Brasil contra as principais pragas e plantas daninhas desta cultura. Durante o evento, os visitantes poderão conhecer alguns dos híbridos da Morgan indicados para a região, já com a nova tecnologia incorporada. A empresa apresenta ainda os benefícios do tratamento de sementes industrial, com inseticidas e fungicidas.
 
Dentro do portifólio de híbridos da marca que serã apresentado na feira, os híbridos simples 30A68 e 30A77 se destacam na produção de grãos em lavouras de alta tecnologia. O primeiro se diferencia por responder com alta produtividade aos investimentos do agricultor e o segundo é indicado para plantios que exigem rusticidade e estabilidade com alta produtividade.
 
No segmento indicado para grãos e silagem, os agricultores poderão visitar parcelas demonstrativas dos híbridos 20A78 e 20A55, ambos em ponto de silagem. Os dois produtos têm entre suas características boa sanidade folhear e rusticidade além de produzirem silagem de qualidade, com alto teor de proteínas e alto valor energético. O 20A78 se diferencia por uma janela de plantio mais ampla enquanto o 20A55 responde bem ao plantio tardio.
 
Os agricultores que visitarem o estande da marca, podem conhecer em primeira mão na região lavouras com os híbridos 30A68, 20A55 (em pontos de colheita para grão e silagem) e 30A37, todos com a nova tecnologia POWERCORE™ incorporada.
 
No estande da Morgan também será possível tirar dúvidas quanto à eficiência e o manejo da nova tecnologia POWERCORE™ no controle de pragas e plantas daninhas. Parcelas demonstrativas com e sem a nova tecnologia foram preparadas para ilustrar questões como a aplicação de herbicidas e o controle de milho tiguera na lavoura de POWERCORE™.
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Fórum do Milho acontece dia 4 de março na Expodireto Cotrijal 2013


Evento terá como tema Milho e Instituições


Considerado um dos encontros de maior destaque da Expodireto Cotrijal 2013 em Não-Me-Toque (RS), está confirmado para o próximo dia 04 de março, segunda-feira, a realização da 5ª edição do Fórum do Milho. Assuntos como a garantia de preços mínimos e o estímulo à rápida movimentação do grão entre as regiões estarão presentes nos debates. 
Diversas entidades do agronegócio e do cenário político brasileiro já confirmaram presença para o evento. "Os mecanismos e a eficiência na formação de estoques públicos, armazenagem e movimentação do produto serão amplamente discutidas", adianta Odacir Klein, que presidirá a mesa de debates do Fórum representando a Klein & Associados.

Painelistas: 
O ministro da agricultura Mendes Ribeiro Filho, confirmou que vai participar do evento. O consultor Carlos Cogo e o secretário de política agrícola do MAPA, Neri Geller, estão entre os painelistas.
O evento conta com o apoio da Fecoagro RS, Apromilho e parceria de empresas privadas. Após o encontro, será elaborada uma publicação sobre o Fórum do Milho em formato de revista, trazendo as sugestões e reivindicações apresentadas.

Serviço:

O quê: 5ª edição do Fórum do Milho
Quando: dia 04 de março, segunda-feira, das 14 às 16h.
Local: Auditório Central / Expodireto Cotrijal - Não-Me-Toque/RS
Realização: Klein & Associados.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Milho safrinha garante vantagens aos produtores
 
O plantio do milho safrinha nas propriedades rurais de base familiar é tradicional na região de Santa Cruz do Sul, onde o zoneamento agrícola para o grão vai até o dia 20 de janeiro. Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar de Santa Cruz do Sul, a implantação dos 6.300 hectares está concluído. “A maioria dos fumicultores do município cultiva milho na resteva do tabaco”, comenta o engenheiro agrônomo Assilo Martins Corrêa Junior. O clima propício até o momento, com chuvas regulares, tem contribuído para o desenvolvimento das lavouras.
A maior valorização do cereal nos últimos anos favorece o incremento das áreas cultivadas. Corrêa lembra que, no passado, o custo alto das lavouras e o baixo valor da saca desmotivavam os produtores. “Hoje essa realidade mudou um pouco. Há mais investimentos em tecnologia, sementes e insumos de qualidade”, pondera. Com a saca de 60 quilos custando em média R$ 28,00, as famílias voltam a apostar no milho. Nas pequenas propriedades, o produto é aproveitado especialmente para subsistência, com venda do excedente.
O plantio do milho e do feijão na resteva do tabaco é recomendado por técnicos. “Os grãos possibilitam a rotação de culturas e diminuem a incidência de doenças, pragas e erosão nas lavouras”, reforça. Conforme o agrônomo, o manejo ainda aproveita a adubação residual do tabaco; proporciona alimentação para as famílias e animais, e melhora a estrutura e fertilidade do solo, além de garantir renda extra.
Em Linha Araçá, o produtor Sérgio Luís Brixius, de 34 anos, aposta no plantio do milho safrinha para aproveitamento dos grãos e fabricação de silagem. Com o auxílio da esposa Joice Michele e dos pais Elário e Silvia Brixius, na atual safra foram implantados aproximadamente 40 mil pés. O plantio aconteceu à medida que o tabaco foi colhido e será fonte de alimento para as criações. “Os grãos se transformam em carne para nossa família. É uma ótima opção, pois já aproveitamos a adubação do fumo”, comenta.
 SAIBA MAIS
Além do milho, o produtor rural Sérgio Luís Brixius plantou 4 quilos de feijão na resteva do tabaco, em Linha Araçá. A colheita é aproveitada para o consumo da família, que não abre mão do alimento nas refeições. “O rendimento supera os 50 quilos de grãos para cada quilo plantado”, explica. Atualmente os Brixius trabalham na manoca do tabaco. Das mil arrobas colhidas, aproximadamente 70 já foram entregues para a indústria. “Felizmente a venda da safra está positiva para os produtores este ano.”
Milho safra
Enquanto diversos produtores rurais acompanham o desenvolvimento do milho safrinha, os grãos da safra tradicional são colhidos nos 2.700 hectares implantados em Santa Cruz. O escritório municipal da Emater/RS-Ascar esclarece que a colheita começou em janeiro e supera as expectativas até o momento. Depois de uma safra frustrada no ano passado em função da seca, a produtividade agrada os agricultores.


Áreas irrigadas produzem três vezes mais do que o normal
 
O milésimo pivô instalado no Estado por uma empresa da região Noroeste, foi financiado pelo programa Mais Água, Mais Renda. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Luiz Fernando Mainardi, é preciso incentivar a irrigação no Estado, já que isto é uma garantia de que o produtor irá colher aquilo que plantar.
O milésimo pivô foi adquirido pela família Sartori, para irrigar a lavoura de milho da propriedade, localizada em Vista Alegre, no interior de Pejuçara. O produtor, segundo o coordenador técnico do Mais Água, Mais Renda, André Stolaruck, espera triplicar a produtividade, saindo dos 62 sacos por hectare obtidos na safra passada para 220 sacos.
O ato de instalação deste equipamento, ocorrido no último sábado, reuniu cerca de 120 produtores da região, que também participaram de visita técnica às instalações.
O contrato de subvenção com o governo do Estado foi assinado em Ijui, neste mês, durante a Abertura da Colheita do Milho, na presença do governador Tarso Genro e do secretário Luiz Fernando Mainardi. Além deste, assinado pelo produtor Flávio Sartori, outro contrato foi assinado pelo produtor João Commandeur.
Através do programa, que oferece linha de crédito a produtores gaúchos para compra de equipamento de irrigação, Sartori conseguiu comprar um pivô (equipamento de irrigação) para trabalhar a sua plantação de milho.
O equipamento custou R$ 301mil, valor que será pago em 12 parcelas anuais com juros de 2%. A primeira e a última prestação serão pagas pelo Estado: "Com este investimento pretendo aumentar a produção de milho em até 80%", anunciou o produtor.
"Precisamos evoluir para uma outra realidade. Se pegar de exemplo os países produtores, como os EUA, veremos que 90% da produção é irrigado", destaca Mainardi, sobre a intenção do governo estadual de ampliar as áreas de cultivos irrigadas no Estado, buscando seguridade na produção e maior rentabilidade ao produtor.
"Eu acho que nós conseguimos romper com aquela cultura da não irrigação, de achar que vai chover e que São Pedro é brasileiro, e com isso temos safras boas, mais ou menos e as que nós perdemos tudo, como aconteceu na última safra. É um problema cultural", explica o secretário.
Segundo ele, é preciso que o produtor perceba que a irrigação é garantia de produção: "Se você plantar tendo água, você sabe que vai colher, além de produzir, no caso do milho, três vezes mais em média, conforme estudos divulgados pela Universidade de Santa Maria, com base na realidade", disse Mainardi.
Ele acentua que em dois anos é possível saldar o pagamento da aquisição dos equipamentos: "E o Estado para o pequeno e médio produtor paga um terço, e para o grande produtor se compromete.

sábado, 23 de fevereiro de 2013


Máquinas nas lavouras



Máquinas nas lavouras

Cerca de 20% da área cultivada com milho na região Norte do RS já foi colhida. Produtividades variam entre 120 a 150 sacas por hectare
Na região foram cultivados 186.768 hectares com milho nesta safra, cerca de 15% a menos de área destinada ao cereal, já que no momento da formação da lavoura os preços da soja estavam mais atraentes e o produtor optou por frear o cultivo do milho. Até o momento, 20% da área já foi colhida. As produtividades oscilam entre 120 a 150 sacas por hectare.

De acordo com o agrônomo da Emater, Claudio Doro, a produtividade está dentro da média histórica, de 6.626 quilos hectare, o que indica uma produção de 1.237.524 toneladas. “Podemos considerar esta como uma safra boa, mas não recorde”, diz Dóro.

Conforme o agrônomo, as lavouras de milho estão em dois estágios, parte, cerca de 20% da área que foi atingida pela geada de 26 de setembro e precisou ser replantada está em fase de maturação. Nesta situação, a estimativa é de que o rendimento seja menor, entre 70 a 80 sacas por hectare. O forte da colheita deve se concentrar em março e, em seguida, inicia a retirada da soja da lavoura.

Com relação aos preços, Dóro diz que a saca está entre R$ 29 a R$ 30 no balcão. Considerado um valor bom, de acordo com o agrônomo. “Hoje, com 45 sacas por hectare é suficiente para pagar o custeio da lavoura. No ano passado, nesta mesma época, a saca estava sendo comercializada por R$ 26,00”, acrescenta.

FONTE: www.agrolink.com.br

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Irga apresenta cultivar de soja durante a Abertura Oficial da Colheita


Irga apresenta cultivar de soja durante a Abertura Oficial da Colheita

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) vai aproveitar a 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro, em Restinga Sêca, para apresentar a sua primeira cultivar de soja destinada para várzeas. 

A cultivar TEC IRGA 6070RR foi desenvolvida por meio de um convênio com a CCGL Tecnologia e é a primeira cultivar de soja adaptada ao sistema de cultivo em terras baixas com maior tolerância ao excesso hídrico. A varieadade é indicada para a rotação com a cultura de arroz irrigado. 

O material será apresentado na Vitrine Tecnológica que abordará pela primeira vez este ano experimentos com soja. De acordo com o presidente do Irga, Claudio Pereira, este ano foram cultivados 250 mil hectares de soja em rotação com o arroz e o desenvolvimento desta nova cultivar vai ampliar as fontes de renda ao produtor. “Além dos benefícios econômicos gerados pela existência outro produto para a comercialização, também temos aqueles ocasionados pela redução de custos e pela melhoria da qualidade do arroz”, afirma Pereira.

Segundo o gerente da Estação Experimental de Pesquisa do Irga, Sérgio Lopes, o produto é resultado de 10 anos de pesquisa e será uma importante ferramenta para melhorar a rentabilidade do produtor principalmente na metade sul do Estado. “A soja sendo uma planta da família das leguminosas é fixadora de nitrogênio no solo. O seu cultivo em rotação com o arroz melhora a fertilidade e a estrutura física do solo e proporciona a maior eficiência no controle de plantas daninhas, na redução do arroz vermelho, maior produtividade, redução de custos e impactos ambientais”, complementa.

Milho

O Irga também estará com unidades demonstrativas de milho em áreas de arroz, cultivada no sistema de microcamalhão que tem por objetivo melhorar a drenagem do solo e possibilitar a irrigação em casos de estiagem. “O milho também é uma importante cultura para o nosso Estado e pode ser uma excelente alternativa para o controle do arroz vermelho e também para a renda do produtor”, lembra Pereira.

FONTE: www.agrolink.com.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Retorno da chuva traz alento à soja no Rio Grande do Sul

Mesmo com registros de quebra, principalmente no noroeste do Estado, otimismo na produção se mantém

Retorno da chuva traz alento à soja no Rio Grande do Sul Diogo Zanatta/Especial
A maior parte das lavouras de soja ainda apresenta boas condições 

Para chegar ao tão aguardado desempenho recorde na safra de soja, os produtores contarão com o apoio de São Pedro nesta e na próxima semana. O retorno previsto de chuva regular em todo o Estado deve aliviar a preocupação que ainda dominava os agricultores.
A tendência é de que as projeções de colheita do grão se mantenham elevadas, de acordo com as estimativas feitas por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento e a Emater. Conforme Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, a boa notícia é que há uma mudança de padrão do tempo, que traz de volta a chuva. Segundo o especialista, o período seco entre a segunda quinzena de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro pode trazer perdas pontuais.
– Alguns produtores na região de Palmeira das Missões nos relataram quebra de até 30%. Mas a chuva volta. Quem teve perda não terá mais e quem estava no limite deve ter novo fôlego para o período final do desenvolvimento da soja – diz Oliveira.
Na região de Santa Rosa, depois de mais de 30 dias de tempo seco, produtores e técnicos comemoraram a chuva na madrugada de segunda-feira.
– Até semana passada, tínhamos perda de 10% na produção aqui na região – salienta Aldo Schmitt, assistente técnico regional na área de grãos da Emater de Santa Rosa.
Ivar Duarte plantou cem hectares de soja e 50 de milho. Estima que deixará de colher pelo menos 25% da lavoura:
– Minha sorte é que fiz o plantio em diferentes épocas.
Mas, conforme Dulphe Pinheiro Machado Neto, gerente técnico da Emater, o andamento geral das culturas de verão no Estado é satisfatório.

A situação
Arroz
A maior parte da cultura se encontra nas fases de floração e enchimento de grãos e, segundo os técnicos, tem bom potencial de produção. Apenas 2% das lavouras de arroz foram colhidas no Estado, percentual que deve aumentar a partir da próxima semana com o início oficial da colheita.

Milho
Na última semana, a colheita do milho chegou a 35% no Estado, com mais 25% maduro e pronto para ser colhido. O rendimento é considerado satisfatório e a boa produção deve ser confirmada.

Soja
Conforme a Emater, apesar da pouca chuva, as lavouras ainda apresentam boas condições na média geral do Estado. Cerca de 90% da cultura se encontra na fase de floração e de enchimento de grãos. A colheita deve se iniciar no mês de março.

FONTE: www.zerohora.com

Chuvas garantem produtividade na região de Erechim

Chuvas garantem produtividade
Colheita da soja deve iniciar nos próximos dias

Após uma noite de intensas precipitações, a chuva, além de não provocar danos expressivos, trouxe mais alívio às lavouras de soja e milho da região.
Segundo o Corpo de Bombeiros de Erechim, apenas uma casa, no bairro Atlântico, sofreu um destelhamento parcial.
Conforme o gerente adjunto do escritório Regional da Emater de Erechim, Paulo Cezar Trierveiler, a média de chuvas registradas na região na noite do último domingo variou entre 30 e 48 milímetros, o que contribuiu para a boa média registrada durante todo o período, tendo em janeiro uma média de 130, chegando a 160 milímetros em alguns locais e a média de 80 a 100 milímetros em fevereiro, dependendo também do local.
Ainda de acordo com Trierveiler, tirando um pequeno percentual em fase ainda de floração, 80% da cultura de soja já se encontra em enchimento de grãos, com a colheita prevista já para os próximos dias, enquanto que o milho já completou o ciclo, com 10 % de sua cultura já colhida, 65% já apta a ser colhida, tem apenas 25% em fase de enchimento de grãos.
Com exceção de um intervalo de 20 dias (17-01 a 04-02), janeiro até neste momento, segundo Trierveiler, o índice de precipitações está sendo bom. Conforme ele, as lavouras mais atingidas por este período de estiagem, em sua grande maioria estão conseguindo se recuperar e se o tempo permanecer com os índices registrados até agora, a expectativa de colheita ficará dentro do normal previsto pela Emater. Para a  soja é esperada produtividade de 50 sacas por hectares - diferente do ano passado que alcançou apenas a média de 28 em razão da grande estiagem.  Já para o milho a expectativa é de 98 sacas por hectare, ou seja, uma perda de 10%, segundo perspectiva de alguns produtores.
Em alguns locais, próximos a bacia do rio Inhandava, principalmente nos municípios de Áurea, Carlos Gomes, Centenário e Viadutos, há, segundo a Emater, um bolsão de seca que vem se mantendo e comprometendo tais culturas, inclusive em algumas lavoras a níveis de irreversibilidade.
De acordo com a meteorologia, até o dia 2 de março se espera grandes volumes de chuvas, quase interruptas para a região, retardando a colheita das lavouras já em fase final, o que poderá comprometer a qualidade dos cereais, mas de forma geral, as principais safras de verão da região estarão trazendo lucratividade para os produtores rurais.

FONTE: www.jornalbomdia.com.br