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domingo, 17 de março de 2013


Agricultores colhem até 35 sacas de soja/ha em Santo Ângelo
Agricultores colhem até 35 sacas de soja/ha
Agricultor Craucídio Mainardi está colhendo 30 sacas por hectare em Olhos D’Água
As primeiras lavouras da safra de soja 2013 começaram a ser colhidas em Santo Ângelo. A área total cultivada no município é de 36,7 mil hectares.
Da semana passada até agora apenas 2% das lavouras foram colhidas, alcançando um média de produtividade que varia de 28 a 35 sacas por hectare.
Na localidade de Olhos D’Água, interior de Santo Ângelo, o agricultor Craucídio Mainardi plantou 150 hectares do grão e a sua produtividade está alcançando de 28 a 30 sacas por hectare. “Está muito bom mesmo que a falta de chuva tenha prejudicado um pouco a plantação na fase de formação de vagem. Em 2012 foi um desastre, colhemos apenas três sacas”, recorda.
Segundo o técnico agrícola do Escritório da Emater, Diomar Formenton, a previsão inicial era de 40 sacas/ha e atualmente baixou para 36 sacas/ha, ou seja, 10% de quebra segundo dados da Comissão Municipal Estatística Agropecuária (Comea), formada pelo IBGE, Cotrisa, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Banco do Brasil, Alassul e Emater.
Formenton explica que esta quebra é considerada em relação à média histórica do município. “Mas se consideramos a tecnologia utilizada pelos agricultores com perspectiva de produtividade de 50 a 60 sacas/ha, o percentual varia de 10 a 50% de quebra”, finaliza.
FONTE: www.jornaldasmissões.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

Agricultor colhe 150 sacas de milho por hectare com a irrigação
 
Crédito Especial: agricultor colhe 150  sacas de milho por hectare com a irrigação
Com a irrigação, pés de milho cresceram mais que Nestor Prado e Diomar Formenton
 
Depois do sofrimento pelas perdas com a estiagem de sete meses em 2012, alguns agricultores de Santo Ângelo conseguiram uma ajuda do Governo Federal e já estão conseguindo recuperar os prejuízos.
Segundo o técnico agrícola da Emater, Diomar Lino Formenton, o Crédito Especial foi destinado aos Estados atingidos pela seca do ano passado. Para o município de Santo Ângelo o montante foi de R$ 1.492,772,99, destinados a 170 famílias que investiram principalmente na produção leiteira, significando 90% dos recursos.
As famílias investiram em correção de solo (pastagem), equipamentos como ordenhadeiras, resfriadores, vacas leiteiras, transferidor de leite, construção de salas de ordenha e irrigação para pastagem ou lavouras de milho.
O agricultor Nestor do Prado, da localidade de Atafona, foi um dos prejudicados com a estiagem e investiu o crédito especial, no valor de R$ 10 mil, em irrigação da propriedade, sendo R$ 8.222,00 em equipamentos de irrigação e o restante em adubo. Neste primeiro ano de utilização do sistema, ele irrigou três hectares de soja e um hectare de milho.
O resultado está sendo comemorado. “A média de produtividade antes da irrigação era de 60 sacas de milho por hectare. Agora já estamos colhendo 150 sacas por hectare. O produto se desenvolve com mais qualidade”, afirma Prado.
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Área de trigo não deverá sofrer aumento em Santo Ângelo
 
A Emater de Santo Ângelo não projeta um aumento de área de lavouras de trigo no município, em relação à safra passada que foi de 15 mil hectares.
Conforme informações prestadas ontem pelo chefe do escritório do órgão, engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues, a área deverá ser a mesma cultivada em 2012. Já a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) estima em um incremento de 10% da área no território gaúcho.
“Estamos mantendo contatos com agricultores, porém esta expectativa poderá ser alterada uma vez que o preço da saca de 60 quilos da cultura no mercado está bem melhor do que anos anteriores”, alega.
Outro fator que pode influenciar no crescimento da área plantada com trigo na Capital das Missões é a perspectiva de uma boa safra de soja. O período recomendado de cultivo do cereal em 2013, conforme zoneamento agrícola do município é a partir do final de maio até segunda quinzena de junho. A colheita deverá ocorrer da segunda quinzena de outubro aos primeiros 15 dias de novembro, prevê o agrônomo.
Em 2012, em uma área de 15 mil hectares, a quebra nas lavouras de trigo foi de em torno de 25% em virtude da geada no final de setembro e chuvas excessivas em outubro. A previsão inicial era de obter uma produtividade de 40 sacas/ha. Porém, a média final ficou em 30 sacas por hectare.
Já em 2011, a Emater registrou uma produtividade recorde na história da safra de trigo em Santo Ângelo. A produtividade média final ficou em 50 sacas/ha, o que representou 25% a mais que a inicial projetada, que era de 40 sacas/ha. Naquele ano, foram plantados 13,5 mil hectares. As condições climáticas foram favoráveis durante todo ciclo da cultura.
 
Milho em Santo Ângelo já tem 75% da área colhida com produtividade média de 80 sacas por hectare
Segundo dados da Emater de Santo Ângelo, cerca de 75% da área de 4.820 hectares plantados com milho já se encontra colhida.
A produtividade inicial projetada era de 70 sacas por hectare. Mas a média atual está em 80 sacas/ha, o que representa 14,3% a mais que a previsão. O agrônomo Álvaro Uggeri acredita que a colheita de milho em Santo Ângelo deva ser encerrada em maio, justamente pelo fato de lavouras terem sido cultivadas em janeiro.
O clima ideal seria pouca quantidade de chuva. Ele reforça que apenas uma precipitação normal de 40 milímetros seria o suficiente para a maturação uniforme do grão e após períodos de sol, para que então o produtor acelere a colheita.
Já o milho cultivado no ciclo “do tarde” necessita de chuvas semanais de 40 milímetros e intercaladas com períodos de tempo bom.
A previsão de uma produtividade final de 80 sacas/ha é atribuída pelo agrônomo a fatores entre os quais o clima favorável a tecnologia implantada pelos agricultores. “Os produtores também empregaram cultivares com alto potencial genético”, acrescenta.
SOJA
Em virtude da pequena falta de chuva verificada na fase crítica da soja, a quebra nas lavouras cultivadas em uma área de 36.700 hectares, permanece ainda em 10%.
A produtividade média inicial estimada era de 40 sacas por hectare. Porém, devido às perdas, esta produtividade cai para 36 sacas/ha até agora.
Como a grande maioria da cultura se encontra na fase de enchimento de grãos e um pequeno percentual em maturação, a soja necessita de precipitações semanais que variam de 40 a 50 milímetros, sucedidas de dias de luminosidade.
“A atual situação da cultura requer cuidados por parte do produtor com possível ataque de pragas e doenças que podem causar prejuízos aos sojicultores”, alerta Álvaro.
Diante do risco do aparecimento de pragas como ataque de percevejos e doenças, entre elas a ferrugem asiática, ele orienta aos produtores realizar permanentemente um monitoramento das lavouras.
Álvaro adianta que da área cultivada, nem 1% da área total foi colhida em Santo Ângelo. O pico da colheita deverá ser registrado no início de abril e que se estenderá até final do mesmo mês.
 

domingo, 3 de março de 2013


Emater de Santo Ângelo alerta sojicultores para risco de surgimento de pragas e focos de ferrugem asiática nas lavouras

 



Nesta fase em que se encontram as lavouras de soja, sendo 90% em enchimento de grãos e 10% em maturação, em uma área plantada de 36,7 mil hectares em Santo Ângelo, a Emater do município alerta para o risco do surgimento de pragas como ataque de percevejos, e doenças, entre as quais a ferrugem asiática
"Os sojicultores precisam permanentemente realizar o monitoramento das lavouras em suas propriedades", recomenda o chefe do escritório do órgão, engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues.
A produtividade média inicial estimada era de 40 sacas por hectare. No momento, calcula Álvaro, a quebra na cultura é de 10% no município, reduzindo a produtividade para 36 sacas por hectare, principalmente em decorrência da falta de chuvas no mês de janeiro, justifica.
Para o agrônomo, a soja se encontra em seu estágio mais crítico quanto à necessidade de umidade no solo. "Portanto, é importante que o clima permaneça com chuvas regulares entre 40 e 50 milímetros por semana, bem como aliadas a dias de sol intenso", opina.
Contudo, Álvaro observa que o ataque de doenças e pragas não influenciaram fundamentalmente nas perdas, pois os agricultores adotaram métodos de controle de maneira preventiva, ou seja, para que não ocorram danos à cultura por esses agentes, que são insetos e fungos. 
Ele lembra que focos de ferrugem já foram detectados em várias lavouras de soja. "Mas da mesma forma foram controlados, tanto no início quanto antes do aparecimento dos sintomas", deduz.
 
SITUAÇÃO DO MILHO
Quanto ao milho, 70% da área de 4.820 hectares foi cultivada até agora, cuja produtividade inicial projetada era de 70 sacas por hectare. Ele adianta que 10% das lavouras se encontra na fase de maturação e o restante 20% na fase de desenvolvimento vegetativo, principalmente da cultura implantada no ciclo tardio (janeiro).
A produtividade média atual está em 80 sacas/ha, o que representa 14,3% a mais que a inicialmente estimada. O agrônomo acredita que a colheita de milho em Santo Ângelo deva ser encerrada em maio, justamente pelo fato de lavouras terem sido cultivadas no começo deste ano.
O clima ideal, na sua opinião, para o atual estágio da planta seria pouca quantidade de chuva. Ele entende que apenas uma precipitação normal de 40 milímetros seria o suficiente para a maturação uniforme do grão e após períodos de luminosidade, para que então o produtor efetive a colheita.
Já o milho do ciclo "do tarde" precisa de chuvas semanais de 40 milímetros e intercaladas com períodos de tempo estável.
A previsão de uma produtividade final de 80 sacas/ha é atribuída por Álvaro a dois fatores: em primeiro lugar, as condições climáticas favoráveis , e em segundo, a tecnologia implantada pelos agricultores destacando-se o uso de cultivares com alto potencial genético de produção.

FONTE: www.atribunars.com.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Emater registra total de 170 projetos de crédito emergencial da seca no valor de quase R$ 1,5 milhão


O escritório municipal da Emater de Santo Ângelo divulgou o número de projetos do crédito emergencial da seca, de até R$ 10 mil, cujo prazo de entrega dos contratos ocorreu na sexta-feira. 
Foram no total 170 projetos elaborados pelo órgão, cujo valor chegou a R$ 1.492.772,99. A informação foi prestada ontem pelo chefe da Emater, engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues.
Conforme ele, trata-se de uma linha especial do Pronaf Investimento que foi criada para minimizar os efeitos da seca ocorrida na safra 2011/2012, que prejudicou significativamente a produção agropecuária no município. Álvaro recorda que a partir do mês de outubro de 2012 se deu o início da elaboração de projetos de crédito rural para cada agricultor interessado em acessar este recurso. "As condições eram interessantes, pois o prazo era de até 10 anos para pagamento do empréstimo, com juros de 1% ao ano e desconto de 20% nas parcelas para pagamento em dia", recorda.


BOVINOCULTURA DE LEITE
Ele ressalta que a grande maioria dos projetos desenvolvidos pela Emater foram canalizados para investimentos na área da bovinocultura de leite, como aquisição de equipamentos(resfriador, ensiladeira e ordenhadeira), construção de salas de ordenha, implantação de pastagens e correção do solo. "A correção do solo foi o investimento mais procurado pelos agricultores, o que demonstra a preocupação da categoria em proporcionar melhoria nas condições de solo em suas propriedades rurais e, consequentemente, para a produção agropecuária local", observa.
Também o agrônomo destaca outros projetos de crédito elaborados, nas áreas de irrigação, construção de silo secador de grãos, ovinocultura de corte e equipamentos para produção de soja, trigo e milho. Neste trabalho, Álvaro contou ainda com a colaboração dos técnicos agrícolas Diomar Lino Formenton e Décio José Pohl.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


Plano Estadual de Irrigação será lançado nesta quinta em Santo Ângelo
Ações para minimizar efeitos das estiagens devem ser desenvolvidas na região
Plano Estadual de Irrigação será lançado nesta quinta em Santo Ângelo

O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí, Departamento Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria Estadual de Obras, Irrigação e Desenvolvimento apresentam na quinta-feira (21/02), às 14h, no prédio 5 da URI, o Plano Estadual de Irrigação. Todos os interessados são convidados a participar. O Plano, por meio de programas de armazenamento de água, desenvolve ações para minimizar os efeitos das estiagens, assegurando maior estabilidade a produção rural tanto a curto quanto a médio e longo prazos.
Um dos programas mais importantes do Plano é o Plano Diretor de Irrigação e Usos Múltiplos da Água para o Rio Grande do Sul, que está sendo desenvolvido em parceria com outras secretarias, sob a coordenação da Secretaria de Obras do Estado, através dos departamentos de Irrigação e de Desenvolvimento Urbano. O Plano Diretor visa identificar em nível regional as necessidades para os usos múltiplos da água e as potencialidades específicas quanto à agricultura irrigada.
A iniciativa contempla a construção de seis barragens, dois canais de distribuição de água para as barragens, mais de 22 mil açudes licenciados, implantação de Redes de Abastecimento de Água e recuperação e perfuração de poços para irrigação.
Para isso está em andamento um estudo técnico, analisando os aspectos físico-ambientais, climatológicos, socioculturais, econômicos, institucionais e legais de cada região. O programa visa transformar os problemas locais, relacionados à demanda de água, em políticas de Estado. Para alcançar esse objetivo a SOP busca envolver no processo os principais atores, entre os quais os 25 Comitês de Bacias Hidrográficas.
FONTE: Jornal das Missões

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Agricultores alegam que foram lesados pelo governo do Estado devido à falta de construção de açudes



Um grupo de pelo menos seis agricultores de Santo Ângelo alega que foram lesados pelo governo do Estado em função da falta de construção de açudes que já deveria ter ocorrido há cerca de três anos. A denúncia veio à tona ontem pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) do município, Oswaldino José Lucca.
O sindicalista justifica que esses produtores pagaram a contrapartida do Estado para execução da obra, cuja verba era oriunda ainda do então governo de Yeda Crusius. Lucca recorda que os agricultores em 2010, pagaram 20% do valor da obra.
Ele cita que há casos de associados da entidade que chegaram a pagar R$ 6 mil. "Porém, até o momento, os açudes nem sequer tiveram início da construção", estranha o líder sindical.
Ele estima que o montante do grupo de agricultores lesados gira em torno de R$ 20 mil. Portanto, o STR está cobrando da atual administração estadual o cumprimento dos projetos os quais foram elaborados pela Emater e que até agora não saíram do papel, critica Lucca.


FALTA DE IRRIGAÇÃO
Devido a esse atraso no repasse dos recursos, os produtores vêm enfrentando sérios problemas entre os quais a falta de irrigação nas lavouras de suas propriedades rurais e conseqüentemente perda da produção em decorrência da prolongada seca que atingiu o município no ano passado, admite.
Ele lembra que um dos trabalhadores rurais prejudicados foi Gerson Bauken, da localidade de Colônia Municipal, o qual não descarta a hipótese de ingressar com ação judicial para ressarcimento dos valores depositados ou a construção imediata do açude. "Há três anos o grupo de agricultores aguarda portanto, a realização da obra", reforça Lucca.

FONTE: www.atribunars.com.br

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013


Estiagem causa quebra de 10% na lavoura de soja em Santo Ângelo
As chuvas esparsas estão preocupando produtores que já começam a calcular prejuízos
Estiagem causa quebra de 10% na lavoura de soja em Santo Ângelo
Produtor Domingos Stochero Filho e técnico Diomar Formenton na lavoura em Barra do São João
 


A irregularidade das chuvas vem afetando as lavouras de soja de Santo Ângelo e agricultores começam a calcular os prejuízos na safra. Enquanto em algumas localidades do município a cultura não foi afetada em decorrência da boa média de chuvas, em outras áreas localizadas no Distrito Buriti, Atafona e Ressaca Buriti a expectativa de colheita é reduzida. Dados do Conselho Municipal de Estatística Agropecuária (Comea), divulgados na quinta-feira (7), revelam que a quebra já chega a 10% nas lavouras de soja. A previsão era de 40 sacas por hectare.
O técnico da Emater, Diomar Formenton, explica que em localidades como Restinga Seca, Lajeado Cerne, Lajeado Micuim e parte do Distrito Comandaí a última precipitação pluviométrica foi de 30 a 40 milímetros. “Um número positivo que garante uma boa expectativa na safra de grãos”, observa.
Em outras localidades, porém, a realidade é diferente. Na propriedade de Domingos Stochero Filho, na Barra do São João, a situação é desalentadora. Segundo o agricultor, cuja renda depende apenas da lavoura, a quebra chega a 50% e o número do prejuízo poderá ser aumentado nas próximas semanas. “É um momento difícil aqui na nossa comunidade. As últimas pancadas de chuva aconteceram no mês de dezembro. Não tenho o que dizer numa hora dessas”, afirma.
Formenton explica que a preocupação é grande tendo em vista que a falta de chuva ocorre num momento crucial em que planta está na fase de floração e formação da vagem. “A falta de água nessa fase pode diminuir a produção e até mesmo ocasionar a perda total da lavoura”, observa.
CHUVAS
Apesar da situação difícil em algumas lavouras, a média desse ano, em algumas localidades é melhor do que o ano passado, numa comparação com a média de chuva da região em janeiro de 2012, que foi de 43 milímetros. Dados fornecidos pela Emater revelam que a média mensal do mês de janeiro em Lajeado Micuim chegou a 122 milímetros, Atafona 114, Cristo Rei 139 e no Comandaí 135.
REGIÃO
Na região, a média de chuva variou no mês de janeiro. Em Entre-Ijuís foram 198 milímetros, Guarani das Missões 200, Roque Gonzales 104, São Paulo das Missões 140, São Pedro do Butiá 133 e Mato Queimado 148 e no Parque Industrial de Santo Ângelo o número foi o menor, 91 milímetros. Neste mês, a média na área de abrangência da Cotrisa, foi de 145 milímetros. 
No mês de fevereiro, a média regional de precipitação pluviométrica diminuiu. Em Entre-Ijuis, o número caiu para 28 milímetros, Guarani das Missões 28, Roque Gonzales 5, São Paulo das Missões 0, São Pedro do Butiá 1, Mato Queimado 10 e o Parque Industrial de Santo Ângelo 11.
FONTE: www.jornaldasmissoes.com.br


Produtividade média final da safra de milho na área de atuação da Cotrisa deve ficar em 70 sacas por hectare



A colheita de milho na área de atuação da Cooperativa Regional Santo Ângelo Ltda (Cotrisa) se aproxima da sua fase final. Informações prestadas ontem pelo coordenador técnico da empresa, engenheiro agrônomo Zécarlos Libardoni, dão conta que 95% dos 35 mil hectares plantados já se encontram colhidos. Ele salienta que a produtividade média final deverá ficar em 70 sacas por hectare que era a projeção inicial.
Zécarlos diz que o clima ideal para a cultura neste estágio de encerramento de colheita seria de tempo bom. No seu entender, a produtividade do milho colhido ficará dentro das expectativas da inicial estimada. 
Porém, ele observa que a cultura enfrentou alguns problemas no início do desenvolvimento vegetativo do cereal com a ocorrência de geadas e falta de chuvas no estágio de floração. "Por esse motivo, a região de abrangência da cooperativa não deverá superar a previsão antes do começo da semeadura que era também de 70 sacas/ha", justifica o agrônomo. Caso permaneçam as atuais condições climáticas, a colheita de milho deverá ser encerrada até a próxima semana.

PRAGAS NAS LAVOURAS DE SOJA
Entretanto, com o registro de poucas chuvas sucedidas de elevadas temperaturas, as lavouras de soja plantadas em uma área de 260 mil hectares na região vêm enfrentando problemas de surgimento de pragas e doenças. A produtividade inicial estimada pela Cotrisa era de 42 sacas por hectare. Toda área se encontra plantada. A cultura se encontra nas fases de floração e formação de vagem.
Entre as pragas e doenças detectadas por Zécarlos nas lavouras vistoriadas estão ferrugem e aparecimento de lagartas e percevejos que podem comprometer o potencial produtivo da cultura. Ele observa ainda que em áreas onde não foi aplicado fungicida adequadamente, há presença de ferrugem asiática na soja mas em uma minoria de propriedades rurais.
"Como a grande maioria dos produtores fez o manejo correto de produtos químicos, as lavouras estão livres dessa doença bem como de pragas", ressalva o agrônomo. Portanto, ele recomenda que o agricultor continue realizando esse controle para preservar o potencial produtivo da planta.
São poucas as localidades onde foram detectados focos de ferrugem asiática na soja. "O problema crucial enfrentado pela cultura seria a falta de chuva", ressalta. Ele cita que há municípios da região que não há registro de precipitações pluviométricas há cerca de 30 dias, exemplificando casos como São Pedro do Butiá, São Paulo das Missões, Roque Gonzales e Salvador das Missões.
Há ainda pontos isolados em outros municípios da região que a estiagem já dura aproximadamente um mês e as chuvas que ocorreram foram irregulares, lamenta. Portanto, ele acredita que em caráter emergencial a soja necessita de precipitações que variam de 40 a 50 milímetros por semana.

SOJA JÁ ENFRENTA PERDAS
Zécarlos acentua que a cultura já vem enfrentando perdas, porém não tem estimativas de percentual. "A cada dia sem chuva, a quebra na cultura se potencializa", resume. 
Neste sentido, o Departamento Técnico da cooperativa também recomenda que o produtor execute o manejo adequado das doenças e pragas, aplicando bioestimulantes que são produtos que reduzem o estresse da planta. E mesmo com as dificuldades de clima, o sojicultor terá uma resposta em produtividade.
Ele justifica que os produtos recomendados pela Cotrisa são baseados em resultados obtidos na safra passada, quando o agricultor os usou em parte das suas lavouras. "E onde os bioestimulantes não foram utilizados, as perdas foram totais", compara.
Levantamento da Cotrisa indica que na quarta-feira a média de chuvas registrada na sua área de atuação variou entre 15 e 20 milímetros. Porém, no Parque Industrial não houve registro de precipitação, o que torna a situação da soja cada vez mais preocupante informa Zécarlos.

FONTE:www.atribunars.com.br