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sexta-feira, 15 de março de 2013


Abertura da colheita do arroz agroecológico em Viamão



RS: Abertura da colheita do arroz agroecológico ocorre nesta sexta-feira

Evento que ocorre em Viamão, marca o início da safra nos assentamentos do Estado 

A abertura oficial da 10ª colheita do arroz agroecológico ocorreu nesta sexta-feira, 15/03, às 10 horas, no Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão. Realizado anualmente, o evento marca a abertura da safra nos assentamentos do Rio Grande do Sul, que este ano conta com a participação de 439 famílias de 24 assentamentos, em 15 municípios. Durante o ato, foi feita a entrega da retroescavadeira do convênio entre Governo do Estado, Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul (Coceargs). 

O governador Tarso Genro participou da cerimônia de abertura, que também teve a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, do secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, do presidente do Incra, Carlos Guedes, e do superintendente do Incra/RS, Roberto Ramos. 

A colheita é promovida pelo Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, que desde 1999 desenvolve a produção do arroz agroecológico nos assentamentos da reforma agrária do Estado. A expectativa para a safra que se inicia nesta sexta-feira é de que a colheita gire em torno de 290 mil sacas (14,5 toneladas), produzidas em cerca de 3,4 mil hectares cultivados de maneira agroecológica, preservando o meio ambiente. 

FONTE: www.agrolink.com.br

Mercado livre de arroz sente a pressão da safra gaúcha


Mercado livre de arroz sente a pressão da safra gaúcha
 
Expectativa de oferta e arroz a depósito – além das importações mantidas acima das exportações nos últimos seis meses – fazem os preços ao produtor caírem significativamente no RS. E levar junto os preços do restante do Brasil

Os preços referenciais ao produtor de arroz no Rio Grande do Sul caíram com força nos últimos 10 dias, na medida em que a colheita já supera o primeiro quarto de área colhida e prevendo superar os 65% até o final de março. A expectativa natural de alta da oferta do arroz colhido, já que boa parte dos produtores não têm armazéns suficientes para guardar o grão, e entrega de arroz a depósito nas cooperativas e indústrias, ajudam a pressionar os preços.

Ao mesmo tempo, a semana apresentou dois indicadores negativos. O primeiro é o de que há seis meses o Brasil vem exportando volume de arroz menor do que importa. O segundo é ainda mais grave: há sérios problemas com a logística no Porto de Rio Grande para a exportação de arroz, uma vez que os espaços estão sendo limpos para receber a ótima safra de soja – e também milho - que começa a ser colhida no Rio Grande do Sul. Nesta disputa o arroz perde feio.

O Indicador de Preços do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) vem mantendo uma posição mais cautelosa e cotações significativamente acima do que apresenta o mercado livre. Nesta quinta-feira, 14 de março, indicou valor referencial de R$ 31,73 para a saca de 50kg de arroz em casca (58x10) entregue na indústria, com preços à vista), mas os produtores já não alcançam este patamar há duas semanas.

A média, mesmo nos polos industriais como Camaquã, Pelotas, Uruguaiana e Itaqui, não passa de R$ 31,25. Nas demais praças, exceto o Litoral Norte e São Borja, onde há uma cotação diferenciada para as variedades nobres, a média de preços (livre ao produtor) varia entre R$ 28,00 e R$ 29,00, com forte pressão baixista. A indústria se recolheu deixando de comprar, ciente de que o arroz a depósito vai encher boa parte de seus armazéns. O setor já trabalha com uma expectativa de “piso” na faixa de R$ 27,00 a R$ 28,00 no pico de colheita. A comercialização em torno de R$ 30,00 – referência atual de preços – ainda fica em torno de 20% acima da última safra.

Com base na sua fórmula de cálculo, o indicador dos preços de arroz do Cepea/Esalq indica uma desvalorização de 3,08% no grão nos primeiros 14 dias de março. No mercado livre, a perda é significativamente maior, em torno de 5%. Ainda segundo o indicador oficial contratado pelos principais órgãos setoriais do Rio Grande do Sul, em dólar o arroz brasileiro chegou à menor cotação do ano, US$ 16,05, conforme a referência cambial desta quinta-feira. Esta baixa mais significativa tem um fator positivo: há maior competitividade para o produto interno nas vendas externas, mas sem armazéns para estocar o arroz no porto, não há exportações significativas e os analistas já consideram que este será um ano em que devem prevalecer os embarques de quebrados de arroz.

SAFRA

As safras gaúcha e catarinense seguem avançando. Em Santa Catarina estima-se que 50% da lavoura está colhida, enquanto no Rio Grande do Sul, a Emater/RS indica 21% e relativo atraso em relação à temporada passada, quando na mesma época 26% das lavouras estavam colhidas. Os produtores reclamam dos danos causados tanto pela doença brusone quanto pelo frio em momentos críticos da cultura, como a floração.

O frio persiste e dá às lavouras uma coloração alaranjada, além de gerar leve atraso no processo de maturação. A grande oscilação entre as temperaturas diurnas e noturnas no Rio Grande do Sul também está provocando significativas perdas pela “trinca do grão”, ou seja, os grãos quebram ainda no cacho, o que pode comprometer a qualidade geral da safra. Na última semana o Banco do Brasil viu aumentar a demanda por Empréstimos do Governo Federal (EGFs) e pré-comercialização.

SETORIAL

Nesta semana, a Federarroz divulgou duas notas preocupantes. Em primeiro lugar, uma Carta Aberta em Apoio ao Ministro Mendes Ribeiro Filho, da Agricultura, cuja sustentação partidária parece enfraquecer no governo federal. Comenta-se, em Brasília – DF, que o ministro pode ser substituído em uma reforma ministerial a ser promovida pela presidente Dilma Rousseff, que é candidata à reeleição. Ao mesmo tempo, o ministro encontra-se em tratamento de saúde que vem exigindo um grande esforço para manter-se à frente do MAPA. Mas, seu trabalho é reconhecido como fundamental para o setor arrozeiro. A Federarroz encaminhou carta à presidente da República solicitando a permanência do ministro e consolidando seu apoio à Mendes Ribeiro Filho.

Outro fator preocupante, com impacto direto no volume de comercialização no pós-safra, foi o anúncio de que os bancos privados, entre eles o Banrisul e o Sicredi, não estão aceitando a renegociação das dívidas dos arrozeiros, conforme a proposta apresentada pelo governo federal no ano passado. Apenas o Banco do Brasil está realizando as renegociações. O tema foi alvo de denúncia da Federarroz ao MAPA na última segunda-feira. Estima-se que entre 35% e 40% dos produtores endividados sejam clientes dos nove bancos privados que constam na relação da Federarroz, entre eles, alguns bancos de fábrica.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, manteve esta semana os indicativos de preços médios, o que deve exigir correção – para baixo – nos próximos dias: R$ 32,00 para a saca de arroz de 50 quilos (58x10), em casca, no Rio Grande do Sul, e, para o grão beneficiado, em sacas de 60 quilos, a referência é de R$ 67,00 (FOB/RS). O canjicão se mantém cotado a R$ 36,50 (60kg/FOB) e, também em sacas de 60 quilos (FOB) a quirera de arroz a R$ 34,00. O farelo de arroz (FOB/Arroio do Meio) manteve-se em R$ 370,00 a tonelada.

FONTE: www.agrolink.com.br

quinta-feira, 14 de março de 2013


Colheita do arroz avança na região de Pelotas, no sul do Estado

Em Rio Grande, 45% da área já foi colhida e produtividade média supera 8,8 mil kg por hectare
Em Rio Grande, 45% da área já foi colhida e produtividade média supera 8,8 mil kg por hectare
Paulo Rossi - DP
A colheita do arroz avança no Sul do Estado com bons índices de produtividade. Em Rio Grande, as máquinas já finalizaram a colheita em 45% da área semeada. A produtividade média no município é uma das mais altas da região: 8,8 mil quilos por hectare. 
Segundo o engenheiro agrônomo José Celso Basanesi, gerente da sede do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) em Rio Grande, a produtividade média chegou a ser de 9 mil quilos por hectare na semana passada. A expectativa é de que ao final da colheita o índice médio seja de 8,5 mil quilos.
“A colheita começou com uma produtividade média alta porque uma granja responsável por 30% do arroz do município iniciou a colheita por áreas de maior produtividade. Com o andamento do trabalho, o índice vai baixando”, explica.
Na região de Pelotas, que abrange também municípios como Capão do Leão, Turuçu, Pedro Osório e Cerrito, o Irga estima que cerca de 20% da área já tenha sido colhida. O tempo tem feito com que os produtores acelerem o ritmo para escapar da chuva.
Boa remuneração
O preço também está atrativo ao produtor. Em março do ano passado, segundo a Emater, a saca de 50 kg estava sendo comercializada ao preço médio de R$ 28,00. Um ano depois, o valor médio registrado no Estado é de R$ 32,43. O aumento é reflexo das políticas de compra e venda de grãos pelo governo federal, que regulam os estoques nacionais.
“O preço do arroz está bom e a tendência é de que se mantenha assim. Tradicionalmente na entrada da safra a tendência é o valor baixar, mas este ano, com 15% da colheita atingida no Estado, os preços seguem firmes, o que é um bom indicativo para o mercado”, avalia o engenheiro agrônomo e coordenador da Regional Zona Sul do Irga, André Oliveira.
FONTE: www.diariopopular.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2013

Dia de campo aborda plantio em áreas de várzea em Camaquã

 
Dia de campo aborda plantio em áreas de várzea em Camaquã
 
As alternativas para a produção nas áreas de várzeas da Planície Costeira Interna serão debatidas durante o Dia de Campo Regional, que será realizado nesta quarta-feira (13/03), em Camaquã, pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e pela Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro (AUD). O encontro técnico terá inicio às 7h30, na Colônia da AUD, localizada na Br116, Km 399.
Para as atividades são esperados mais de 200 participantes entre produtores, pesquisadores, técnicos e interessados na cadeia orizícola de municípios da região. O trabalho desenvolvido pelo Irga na propriedade será demonstrado em cinco das sete estações de visitação.
Os ensaios de arroz híbridos serão demonstrados na primeira estação. A seguir, os produtores conhecem as ações de pesquisa da autarquia em melhoramento genético. Na terceira estação técnicas de manejo de arroz irrigado. A irrigação de milho e soja em áreas de várzea será apresentada na quarta estação. Já na sexta estação será apresentado o cultivo de milho em terras planas. As estações serão apresentadas por técnicos do Irga.
O município de Camaquã, localizado na Planície Costeira Interna do Estado, semeou nesta safra 47.702 hectares de arroz e a região plantou 138.422 hectares do cereal. E em rotação com o arroz a região plantou 47.954 hectares de soja.
 

domingo, 10 de março de 2013


Preços do arroz em casca seguem em queda


Preços do arroz em casca seguem em queda

Na mesma proporção em que avança a colheita de arroz no Rio Grande do Sul, que já chega a 15%, segundo a Emater/RS, com mais 34% da lavoura pronta para ser colhida, os preços de mercado da saca do grão em casca seguem em queda, por conta da maior disponibilidade para comercialização. No acumulado de fevereiro, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) caiu 4,7%. As primeiras lavouras colhidas apresentaram, principalmente nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, grãos falhados por conta de baixas temperaturas noturnas na fase de floração, ainda assim a produtividade está muito próxima da média gaúcha nos últimos cinco anos.

Na Depressão Central, o problema é a doença fúngica brusone, que causou danos ainda não contabilizados, mas visíveis, em muitas lavouras. As lavouras do tarde também estão enfrentando problemas com o frio noturno da segunda quinzena de fevereiro e início de março. Nota-se, em geral, uma cor “laranja-avermelhada” nas lavouras que estão chegando ao ponto de colheita.

Os produtores que colheram no cedo – até 8 ou 10% da área colhida no RS – ainda conseguiram boa negociação pelo arroz, com preços médios de R$ 34,00 colocado na cooperativa ou indústria, o que cobre o custo médio de R$ 30,00 e permite o giro do capital e o pagamento de contas mais urgentes. Quem plantou soja na época correta e está confirmando uma boa colheita, também deve ampliar a renda, pois há contratos antecipados de venda remunerando na faixa de R$ 60,00 a R$ 63,00 nas indústrias e cooperativas da Depressão Central. Isso permite jogar a comercialização do arroz para depois de julho. A liberação de EGFs e custeio de pré-comercialização também são mecanismos importantes neste momento para não deixar que os preços do arroz desvalorizem excessivamente.

Nesta quinta-feira, dia 7 de março, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) registrou preço médio de R$ 32,20 no RS, com desvalorização de 1,65%. O valor, pelo câmbio do dia, equivale a 16,42 dólares, o mais baixo do ano. No Litoral Norte gaúcho, as cotações para as variedades nobres (64x6) ficam entre R$ 35,00 e R$ 36,00 e na região de São Borja, entre R$ 33,00 e R$ 34,00 para o a saca acima de 60% de grãos inteiros.

A expectativa do setor é de que os preços ainda caiam mais, até o piso de R$ 30,00 no “grosso” da safra, na segunda quinzena de março e início de abril, mas ensaie uma recuperação a partir do final de maio. Há muito ainda o que ficar claro nesta colheita, como por exemplo o nível de quebra provocada pelo frio no RS e em Santa Catarina, e os casos de brusone ou danos por fenômenos meteorológicos.

As entidades arrozeiras estão recomendando que os produtores procurem negociar até maio/junho a soja e o milho, para quem os cultiva em sistema de rotação de culturas em várzea e terá uma colheita satisfatória, segurando o arroz para comercializar a partir de junho/julho, quando os preços devem estar melhores. Todavia, é preciso estar alerta. Exatamente neste período há o vencimento dos custeios e uma natural pressão de oferta que pode afetar, também, os preços.

SAFRA

O sexto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra brasileira 2012/13 de arroz indica produção de 12,050 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 3,9% sobre as 11,599 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2011/12. No quinto levantamento, eram esperadas 12,033 milhões de toneladas. A área plantada com arroz na temporada 2012/13 é estimada em 2,418 milhões de hectares, com pequena queda referente aos 2,426 milhões semeados na temporada passada. A produtividade das lavouras cresceu 4,2%, segundo a Conab, e foi estimada em 4,982 mil quilos por hectare.

Segundo o prognóstico da Conab, o Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, terá uma safra de 8,026 milhões de toneladas, equivalendo a um avanço de 3,7%, colhidos em uma área de 1,066 milhão de hectares. A produção, portanto, aumentará 1,3%, com a expectativa de um rendimento de 7.525 quilos por hectare, ou 175 kg/ha a mais.

Em Santa Catarina, a Conab registra um recuou de 1,5%, totalizando de 1,061 milhão de toneladas colhida, que mantém este estado como segundo maior produtor nacional de arroz. O Maranhão passa pelo Mato Grosso e assume o posto de terceiro maior produtor brasileiro do cereal, com uma safra de 661,8 mil toneladas, quase 200 mil toneladas acima das 467,7 mil/t colhidas em 2011/12, quando a estiagem fez grandes estragos na produção estadual. O Mato Grosso será o quarto maior produtor de arroz, depois de já ter ocupado a segunda posição e ter sido considerado uma ameaça à hegemonia gaúcha. A valorização das culturas do milho e da soja, e a tecnologia para plantio direto em sucessão e rotação de culturas, determina essa nova realidade. 

COMERCIALIZAÇÃO

Já se pode ver filas de caminhões de arroz nos silos de indústrias e cooperativas gaúchas, o que indica que alguns produtores estão depositando ou comercializando seu cereal. Quem comercializou até o final de fevereiro, ainda conseguiu preços de até R$ 34,00 pela saca de arroz colocada na indústria. Depois disso os preços começaram a cair de forma mais acentuada. Alguns fatores preocupam e podem afetar negativamente o mercado. O primeiro deles é a disputa por espaço entre o arroz e a soja – que terá uma das melhores safras da história no Rio Grande do Sul, no Porto de Rio Grande.

Agentes de exportação estão reclamando das dificuldades de encontrar espaço para fechar contratos para os próximos meses pela indisponibilidade de espaço para o arroz, uma vez que a prioridade serão os volumosos embarques de soja para o exterior. Isso poderá afetar ao mercado interno, uma vez que o primeiro semestre, até em função dos preços menores e da maior oferta, é o grande momento das vendas externas do Brasil. E a exportação, atualmente, é fundamental para a recuperação e a estabilidade de preços internos no segundo semestre.

O Boletim do Copom, anunciado esta semana, mantendo a taxa básica de juros em 7,25%, também traz uma ameaça indireta ao arroz. O relatório indica uma possível elevação dos juros dentro de três meses, mediante o comportamento da inflação, principalmente dos alimentos. Ou seja, haverá pressão para manter os gêneros da cesta básica baratos nos próximos meses, o que indicar uma antecipação da entrada da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ofertando arroz de seus estoques, se os preços médios do mercado forem considerados acima do interesse do governo e ameaçarem, de alguma forma, as metas de inflação.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 32,00 para a saca de arroz de 50 quilos (58x10), em casca, no Rio Grande do Sul, com queda de 1,5% na semana. Para o grão beneficiado, em sacas de 60 quilos, a referência são estáveis R$ 67,00 (FOB/RS). Os quebrados de arroz tiveram estável nos últimos 10 dias: o canjicão se mantém cotado a R$ 36,50 (60kg/FOB). Também em sacas de 60 quilos (FOB), a quirera de arroz é cotada a R$ 34,00 no Rio Grande do Sul, com preço estável, e o farelo de arroz (FOB/Arroio do Meio) manteve-se em R$ 370,00 a tonelada.

FONTE: www.agrolink.com.br

quarta-feira, 6 de março de 2013


Irga prepara Dia de Campo Estadual em Cachoeirinha


A apresentação da Cultivar de Soja adaptada para terras baixas e as futuras instalações Centro de Difusão de Tecnologias Orizícolas serão as principais atrações do Dia de Campo Estadual do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta quinta-feira, (07), das 7h às 14h na Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha.  O evento é considerado um dos maiores do setor no Brasil e deve reunir cerca de 1,5 mil produtores e pesquisadores de toda a América Latina. O governador, Tarso Genro, e o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, estarão presentes.
 
O presidente do Irga, Claudio Pereira, destaca que o Dia de Campo reflete o anseio do Governo do Estado com a produção de arroz irrigado e com as alternativas de diversificação da cultura e da renda, tornando os produtores gaúchos mais competitivos em diversos cenários.
 
A cultivar TEC IRGA 6070RR, desenvolvida em parceria com a CCGL TEC, é a primeira cultivar de soja adaptada ao sistema de cultivo em terras baixas com maior tolerância ao excesso hídrico e é indicada para a rotação com a cultura de arroz irrigado.  De acordo com o gerente da divisão de pesquisa do Irga, Sérgio Lopes, o produto é resultado de 10 anos de pesquisa e será uma ferramenta importante para melhorar a rentabilidade do produtor, sobretudo na metade sul do Estado e.
 
O Centro de Difusão de Tecnologia Orizícola será utilizado para o treinamento e capacitação de técnicos e produtores rurais envolvidos na produção agrícola na metade sul do Rio Grande do Sul. A autarquia vai investir 9,2 milhões, financiados com recursos do BNDES
 
Outro destaque será a unidade demonstrativa de milho em microcamalhão cultivado em áreas de arroz irrigado. A programação conta com sete estações, onde os produtores poderão conferir as principais novidades para a lavoura desenvolvidas pela equipe de pesquisadores Irga. 

Para o Dia de Campo, foram organizadas dezenas de excursões vindas de municípios de todas as regiões arrozeiras do Estado. Além de centenas de produtores, pesquisadores, extensionistas, lideranças rurais e agentes da cadeia produtiva de arroz. 
 
 
Confira a programação:
 
ESTAÇÃO 1 - Uso de efluente urbano tratado na irrigação do arroz. Responsáveis: Graziela Scheer, Tiago Zschornack e Cláudio Mario Mundstock.
 
ESTAÇÃO 2 - Sistema de recomendação Adubarroz e manejo de água de irrigação. Responsáveis: Élio Marcolin e Felipe Carmona.
 
ESTAÇÃO 3 - Cultivando soja em rotação com arroz irrigado. Responsáveis: Cláudia Lange, Anderson Vedelago e Madalena Boeni.
 
ESTAÇÃO 4 - Semente certificada: responsabilidade, produtividade, mercado. Responsáveis: Felipe Ferreira, Athos Gadea e Paulo Massoni.
 
ESTAÇÃO 5 - Milho cultivado em áreas de arroz irrigado. Responsáveis: Rodrigo Schoenfeld e Paulo Régis Ferreira da Silva.
 
ESTAÇÃO 6 - Vitrine de cultivares, linhagens promissoras e híbridos. Responsáveis: Mara Lopes e Antônio Rosso.
 
ESTAÇÃO 7 - Armazenagem na propriedade rural: Silos Modulados IRGA. Responsáveis: Carlos Alberto Fagundes, Volnei Meneghetti e João Felix.
 
ATIVIDADES COMPLEMENTARES
 
ESTAÇÃO A - Lançamento da obra do CENTRO DE DIFUSÃO DE TECNOLOGIAS ORIZÍCOLAS
 
ESTAÇÃO B - Entrega de Máquinas e Equipamentos do Projeto de Modernização da Pesquisa (Financiamento do BNDES)

FONTE: www.agrolink.com.br

RS terá 2ª maior safra da história, diz Emater


RS terá 2ª maior safra da história, diz Emater

Nesta quarta-feira (06/03), durante café da manhã à imprensa realizado no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, a Emater/RS-Ascar divulgou os números referentes à safra de grãos de verão de 2013. Conforme o levantamento realizado pela Gerência de Planejamento e divulgado pelo diretor técnico da Instituição, Gervásio Paulus, o Rio Grande do Sul deverá colher pouco mais de 25 milhões de toneladas, o que coloca a atual safra como a segunda maior já produzida no Estado, ficando atrás somente da safra de 2011, quando foram colhidos 26,5 milhões de toneladas de grãos. A safra de soja, que terá uma produção de 11.844.880 toneladas, será a maior já colhida no Rio Grande do Sul. 
O levantamento, realizado entre os dias 21 e 26 de fevereiro, levou em conta as informações de 350 municípios, abrangendo 82% da área cultivada com arroz, 65% com feijão, 91% com milho e 91% com soja. Em relação às áreas cultivadas nesta safra, o arroz totalizou 1.038.800 hectares; a da soja, 4.538.202; o milho, 1.054.295; e o feijão, 73.636 hectares

Conforme destacado pelo diretor técnico da Emater/RS-Ascar durante a apresentação dos números, apesar de a atual safra ter ficado atrás da de 2011, o valor bruto de produção (VBP) será maior este ano, tendo em vista as atuais cotações das commodities, que se encontram em patamares bem superiores aos praticados há dois anos. “Os produtores receberão, este ano, cerca de R$ 20,7 bilhões, valor superior ao que foi gerado na safra de 2011, quando o setor movimentou R$ 16,7 bilhões”, frisou Paulus. 

Conforme o presidente da Emater/RS, Lino De David, o Rio Grande do Sul está diante de um ano favorável não somente à produção de grãos, mas também à produção de carne e leite, “fruto do esforço dos agricultores, das políticas públicas destinadas ao setor primário e da recuperação da Emater”. De David também creditou o bom resultado da safra 2013 às medidas do Plano Safra, que favoreceram o acesso dos agricultores às tecnologias produtivas e ao crédito; às cotações favoráveis, que fizeram com que os produtores investissem nas lavouras; e às condições climáticas favoráveis. 

“Acredito que os números apresentados hoje irão se aproximar ainda mais da safra recorde de 2011”, afirmou o secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, referindo-se à conjuntura favorável para a produção primária citada pelo presidente da Emater/RS-Ascar. “A safra de grãos, somada à produção de leite e carnes, certamente farão o PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário ter um significativo incremento no Rio Grande do Sul, devendo ser o maior já registrado no Estado”, projeta Mainardi. 

O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, também ressaltou as medidas do Plano Safra Estadual como fundamentais ao bom resultado da atual safra, como os juros negativos e a ampliação do crédito. “Além disso, incluímos o serviço de assistência técnica e extensão rural como parte do desenvolvimento agrícola do Rio Grande do Sul”, frisou Pavan. Para o secretário, como as cadeias produtivas ligadas ao campo representam cerca de 50% do PIB gaúcho, este deverá ficar muito acima da média nacional. 

Além dos jornalistas, também participaram do café da manhã promovido pela Emater/RS-Ascar, o prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque, respectivamente, Antônio Vicente Piva e Pedro Paulo Falcão da Rosa, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, o coordenador da Expodireto Cotrijal 2013, Celso Siebert, além de representantes da SDR, Seapa e Emater/RS-Ascar. 

FONTE: www.agrolink.com.br

terça-feira, 5 de março de 2013


Irga promove rodada internacional de negócios de arroz na Expodireto

Mais de 60 pessoas de 37 países participaram da Rodada de Negócios Internacional do Arroz realizada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), na última segunda-feira (04/03), no primeiro dia da Expodireto Cotrijal 2013, em Não-Me-Toque. As rodadas tem o objetivo de promover o arroz brasileiro no mercado internacional. 

De acordo com o presidente do Irga, Claudio Pereira, é estratégico aproveitar um evento do porte da Expodireto para divulgar o arroz produzido no Estado: "O Brasil sempre foi um pais importador e estamos revertendo este quadro, pois em 2012 já vendemos 1 milhão e 600 mil toneladas para o mercado externo, o dobro do que compramos, e isso demonstra que estamos no caminho certo. Atividades como esta ajudam a impulsionar a comercialização, criar oportunidades e apresentar novos mercados para a indústria". 

Um dos países participantes da rodada foi Angola, que enviou como representante o diretor da Câmara de Comércio Afro-Brasileira. Rui Mucaje, que participa de seu primeiro evento na área agrícola, considerou que é muito importante para o seu país estreitar relações com o Brasil. "Todos sabem das necessidades que temos e, principalmente, na questão da segurança alimentar, por isso o arroz se torna um alimento tão essencial para nós", disse. 

Mucaje falou que, em um primeiro momento, está participando das rodadas de negociações com objetivo comercial, mas que pretende muito mais. Ele tem a missão de estabelecer relações com o instituto também na área técnica. "A transferência de tecnologia é muito importante para nós e sabemos que o Irga pode nos proporcionar essa troca". 

Para Sivia Hidalgo, analista de exportação da Cooperativa Arrozeira Extremo Sul, os encontros, além de boas oportunidades de negócios, trazem informações "valiosas" de mercado. "Em cada rodada, podemos conhecer um pouco mais de cada país e essas informações nos ajudam até no nosso planejamento estratégico", afirmou. 

Os encontros comerciais ocorreram no Pavilhão Internacional e tiveram a participação de segmentos da indústria, cooperativas agrícolas, produtores rurais e empresas importadoras. Os principais países que participaram das rodadas foram: Angola, Cuba, Espanha, Irã, Iraque, Peru, Nigéria, Ghana, Omã, Tunísia, Rússia, Benin e Togo.

FONTE: www.agrolink.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Arroz: Aceleração da colheita reduz preços ao produtor

Semana foi de grande movimentação setorial e política, e preços continuam em queda natural devido à aproximação do pico de colheita no Brasil. Fevereiro acumula 5,24% de retração nas cotações


O mês de fevereiro vai chegando ao final com uma das mais fortes retrações de preços do ciclo 2012/13, acumulando até esta terça-feira (26/2) uma queda de 5,24%, segundo o indicador de preços do arroz em casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa, para o grão padrão 58x10, em sacas de 50 quilos. A cotação média neste dia foi de R$ 32,57, exatos 99 centavos abaixo da cotação média da segunda-feira (25/2). Em dólar, a cotação também é a mais baixa do ano, levando em consideração a taxa cambial do dia: US$ 16,42/50kg.

A desvalorização ocorre pela aceleração do processo de colheita no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina – também com reflexos do avanço da safra do Cone Sul. À medida que a colheita avança, mais aproxima-se o momento em que o arroz da nova safra será ofertado no mercado, pressionando os preços para baixo. Ou seja, a boa safra gaúcha - e o volume de oferta e depósito concentrado neste período - deve gerar um impacto ainda maior nos preços nas próximas semanas e, estima-se, pelo menos até o início de maio, período em que devem permanecer abaixo ou muito próximos do custo médio de produção.

Dois assuntos concentraram as atenções durante a 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, realizada em Restinga Sêca (RS), entre os dias 21 e 23 de fevereiro (quinta a sábado), últimos: o estabelecimento de cotas de importação e a necessidade de o Brasil manter as exportações, principalmente no primeiro semestre, para garantir bons preços no segundo semestre. O consultor de mercado, Tiago Sarmento Barata, destacou que a ideia inicial do estabelecimento de cotas no volume proposto – 800 mil toneladas em oito meses, a partir de julho – concentrará as importações e poderá ser um tiro pela culatra, impedindo as cotações internas de avançarem, entre outros problemas que a medida pode trazer. 

Além disso, frisou que a queda de preços no primeiro semestre – por causa do aumento da oferta - é justamente o que torna viável exportar grão brasileiro a preços competitivos e garante o ajustamento da oferta. Lembrou também que, apesar dos estoques mais baixos dos últimos anos, 2013 pode ter uma ação tão forte do governo federal ofertando arroz no mercado, quanto em 2012, como forma de conter uma alta mais substancial ao consumidor. O câmbio, com o Real mais fortalecido perante o dólar, também pode ser um complicador das exportações e fator de compra internacional pelo varejo e as indústrias. Entende que o Brasil deveria concentrar seu foco na redução de tributos para o produto nacional, custos de produção, burocracia e reduzir os gargalos portuários, como forma de ganhar competitividade. O governo federal acenou com redução de impostos para produtos da cesta básica, o que pode beneficiar o arroz.

Por outro lado, o momento é relativamente complexo para as exportações nacionais. Com uma ótima safra de soja anunciada, o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades para escoar arroz. Um importante agente de mercado informava, na Abertura da Colheita, que poderia pagar no sábado passado até R$ 35,00 por saca (colocada no Porto de Rio Grande) pelo arroz, que estava buscando o produto, havia vendedores interessados no negócio, mas não há espaço para depositar o grão no porto, pois a prioridade é a soja. 

O Banco do Brasil também anunciou no final de semana recursos para pré-custeio, comercialização e Empréstimos do Governo Federal (EGFs). São linhas que poderão servir para alguns produtores rolarem compromissos deste início de colheita. O foco do setor produtivo, no momento, está direcionado para três ações: o estabelecimento de cotas de importação do Mercosul, a redução da carga tributária sobre o arroz - ao longo da cadeia produtiva – e seus insumos e a redução dos encargos, burocracia e custos para a exportação. A expectativa dos principais analistas do setor é de que os preços sigam em baixa nas regiões produtoras, com reflexos no restante do Brasil, pelo aumento gradativo da oferta do grão ou do volume depositado.

SAFRA

A colheita gaúcha deve alcançar 10% de área colhida até a próxima semana, quando as máquinas deverão acelerar o processo. As baixas temperaturas estão causando uma renda menor do a esperada neste início de colheita, com produtividades abaixo das 6 toneladas por hectare em áreas consideradas nobres. O frio provocou o abortamento das flores e afetou negativamente o enchimento de grãos.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 33,50 para a saca de arroz de 50 quilos (58x10), em casca, no Rio Grande do Sul. Para o grão beneficiado, em sacas de 60 quilos, a referência é de R$ 67,00 (FOB/RS). Os quebrados de arroz tiveram comportamento diferenciado nos últimos 10 dias. O canjicão perdeu 50 centavos por saca, atualmente cotado a R$ 36,50 (60kg/FOB). Também em sacas de 60 quilos (FOB), a quirera de arroz é cotada a R$ 34,00 no Rio Grande do Sul, com preço estável. Já o farelo de arroz (FOB/Arroio do Meio), manteve-se em R$ 370,00 a tonelada.

Presidente do Irga reforça discurso por cotas de importação do arroz do Mercosul

Presente no Dia de Campo Regional que abordou o tema dos sistemas integrados de produção para terras baixas, o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Cláudio Pereira em visita ao jornal FOLHA do SUL, concedeu entrevista sobre as ações do instituto e as perspectivas para a colheita do arroz deste ano.
Pereira destacou três ações principais para esse ano: a realização de um concurso público para renovação do quadro profissional da instituição; novas pesquisas no setor orizícola e a defesa da implementação de cotas de importação de arroz dos países vizinhos do Mercosul. “Vejo o concurso público como a principal ação do Irga neste momento. Isso porque depois de três décadas, o instituto fará uma seleção pública suprindo a vaga com 105 técnicos entre agrônomos e técnicos agrícolas, que ficarão divididos entre pesquisa e a assistência técnica”, menciona o presidente.
Dentro do âmbito das pesquisas, Pereira comenta sobre as novas variedades resistentes a herbicidas para controle do arroz vermelho. “Nesse ano estamos construindo o centro de excelência orizícola em Cachoeirinha que vai ser um espaço para capacitação e qualificação tanto para produtores, trabalhadores e técnicos, onde vai ter alojamento e refeitório para as pessoas poderem ficar por vários dias para realizarem esses cursos”, informa o presidente do Irga, que também ressalta os trabalhos envolvendo a rotação de culturas, em que o instituto aprofunda ainda mais a pesquisa com a cultura do milho e do sorgo e também com a soja, introduzindo o microcamalhão para elevar ainda mais a produtividade no setor. “Estamos voltados a uma proposta técnica para a rotação de culturas em terras planas trazendo segurança técnica e rentabilidade aos produtores”.
 
Entraves no setor orizícola
Um dos principais temas discutidos durante a 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, foi a necessidade de serem implantadas cotas de importação para o arroz que vem dos países do Mercosul. Claúdio Pereira salienta que o Irga está trabalhando de forma efetiva junto ao Governo do Estado, Federarroz e entidades de classe para que se chegue a um acordo na possibilidade de diminuir a entrada do arroz do Mercosul. “É um grande problema que os produtores acabam enfrentando Ele impacta diretamente no nosso mercado e na renda do nosso produtor. Todos os anos é um problema. Nós conversamos com o governador Tarso Genro, o presidente da Assembleia Legislativa, Pedro Westphalen e o presidente da Comissão da Agricultura e Pecuária da Assembleia Legislativa, Edson Brum. Eles foram favoráveis a nossa intenção e também afirmaram que a partir desse envolvimento da classe política estadual deveremos ir para o âmbito federal, para que possamos envolver outros estados como Santa Catarina, Mato Grosso, e conseguirmos mais força junto à União”, disse Pereira sobre a necessidade de uma medida que organize o mercado. Outros temas como a tributação excessiva no arroz e a infraestrutura logística com diversos gargalos que prejudicam o escoamento da produção também foram apontados pelo presidente do Irga.
 
Colheita do arroz
Cláudio Pereira reforça a sua expectativa quanto a safra de arroz que, segundo ele, está ajustada. “Estamos com um preço mais alto já na largada e isso é importante porque recupera a questão financeira dos produtores já no início da colheita. A perspectiva da rotação de culturas da soja, que está com uma plantação de cerca de 270 mil hectares em terras planas também traz ao produtor a possibilidade dele ter uma renda já na largada e isso diminui os riscos de queda do preço do arroz nesse momento. É algo muito importante para os produtores”, comenta o presidente do Irga que ressalta o atual momento em que está se colhendo arroz de forma significativa com uma grande extensão de soja no Rio Grande do Sul.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Produção de soja em áreas de arroz exige cultivares adaptadas à várzea


Produção de soja em áreas de arroz exige cultivares adaptadas à várzea
 
A rotação do arroz com outras culturas foi um dos assuntos amplamente abordados durante a 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Restinga Sêca (RS). A soja foi apontada como uma alternativa viável e rentável para quem produz em áreas de várzea.

Entre as vantagens desse sistema de produção estão o controle de plantas daninhas, principalmente arroz vermelho e chapéu de couro, a boa rentabilidade da oleaginosa no mercado e o aumento da produtividade do arroz.

Atentos a este cenário, produtores gaúchos de arroz na várzea estão aumentando a área destinada para a produção de soja. De acordo com Claudia Lange, pesquisadora do IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz), nesta safra, estima-se que 250 mil hectares de várzea sejam cultivados com soja no RS. O crescimento, segundo a pesquisadora, tem sido de 90 mil hectares por ano nos últimos três anos.

Claudia Lange alerta, entretanto, para os frequentes erros de manejo cometidos pelos produtores que introduzem a cultura da soja em terras baixas. Ela destaca a drenagem deficiente, a falta de entendimento das necessidades do solo, que resultam na falta de calagem e adubação com fósforo insuficiente.

Mesmo obedecendo aos cuidados de manejo recomendados, nem todas as cultivares de soja apresentam um bom desempenho em áreas de várzea. A pesquisadora do IRGA explica que as cultivares de ciclo médio e com tolerância ao excesso hídrico são as que melhor se adaptam a estas condições.

Na vitrine tecnológica da 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, os produtores tiveram a oportunidade de observar o desempenho de algumas cultivares de soja na várzea. A que mais chamou a atenção foi a FPS Urano RR.

De acordo com o engenheiro agrônomo e coordenador da unidade de cultivos de verão da Fundação Pró-Sementes, Victor Sommer, a soja FPS Urano RR chama a atenção pelo seu porte, suas ramificações e o tamanho do grão. O orizicultor da cidade de Formigueiro, José Luiz Machado Vieira, deve plantar a FPS Urano RR já na próxima safra para controlar o arroz vermelho. “É uma soja com muitos galhos e grãos graúdos”, destaca.

“A FPS Urano RR foi a cultivar de soja que apresentou o menor número de vagens abortadas; isso se deve ao seu sistema radicular avantajado”, explica Victor Sommer. “A genética da FPS Urano RR é indicada para solos de boa fertilidade, mas apresenta boa adaptação tanto a condições de seca como também de excesso de água”, conclui.

FONTE: www.agrolink.com.br

Bagé se prepara para safra histórica de soja

Em um momento que se mostra histórico para a produção de soja no Brasil, visto que a perspectiva para a safra 2012/13 é de 83,50 milhões de toneladas, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a cultura redesenha os campos e projeta o país como o primeiro em produção e exportação da cultura.
No Rio Grande do Sul a área estimada com plantio de soja seria de 4,4 milhões de hectares, como aponta estudos da Emater/RS Ascar. Na região atendida pelo Núcleo do IRGA em Bagé, a estimativa da área é de 75 mil hectares. Conforme o escritório municipal da Emater, na área física de Bagé seriam 30 mil hectares plantados com soja, quantidade que é o dobro da safra passada.
A chefe do IRGA em Bagé, Raquel Taschetto, destaca que a situação das lavouras de soja está favorável pelas chuvas frequentes. O chefe do escritório municipal da Emater, Eloí Pozzer, alerta para o volume de chuvas, que, se forem volumosas, poderão ser prejudiciais para a soja plantada em áreas de várzea.
De acordo com a Emater, em seu levantamento conjuntural, cerca de 97% das lavouras gaúchas estão na fase de floração/formação de grãos, o que é considerada uma fase crítica quanto à deficiência hídrica para a soja. Para a colheita, Eloí Pozzer ressalta que há perspectivas de uma excelente safra. A colheita da soja começa após a do arroz, principalmente entre os meses de abril e maio.

Rotação com a cultura orizícola
Com cenário favorável para a cultura da soja, o ingresso da oleaginosa em áreas de plantio de arroz ganhou mais espaço em relação ao ano passado. Dados do IRGA apontam que 25% da área plantada com arroz ocorre em rotação da cultura com a soja. No total são 250 mil hectares de soja plantada em áreas de várzea, montante que chega a 50 mil hectares a mais do que em 2012.
A rotação com o arroz, além de ser favorável do ponto de vista econômico, pelo aumento de produtividade, também auxilia no combate às pragas como a do arroz vermelho.

Negócio de família, Rodrigo Pilon comenta que há 18 anos a família trabalha com soja em áreas de arroz. Produzindo juntamente com a mãe Verany Pilon e o irmão Gustavo Pilon, Rodrigo observa o cenário atual como altamente positivo. A rentabilidade varia pela produtividade de cada um, contudo a soja é mais uma atividade econômica no meio rural, minimizando os riscos na produção agropecuária como aponta o produtor. “A soja, no princípio, era vista como uma cultura marginal aqui em nossa região. Porém, com o melhoramento genético, técnicas e operações de manejo, nós observamos que a cultura tem sido um grande negócio para os produtores”, afirma. Segundo Rodrigo Pilon, a rotação com o arroz já é realizada há anos pela família, que destina uma percentagem de área para a soja. “Nos últimos anos, em virtude de baixo armazenamento hídrico nos anos anteriores, diminuímos a área de arroz e aumentamos a área de soja, mas nós trabalhamos com uma divisão racional entre as culturas, integrando também a pecuária”, comenta.

Integração entre culturas que gera benefícios para a pecuária. Segundo Eloí Pozzer, um sistema de integração lavoura-pecuária organizado favorece na alimentação dos animais em períodos críticos como no inverno. Com o aumento da área plantada com soja, haverá um melhor rendimento para a pecuária, isso porque após a colheita da oleaginosa há a possibilidade de oferta de uma pastagem de qualidade para os animais. “Essa área plantada dará maior eficiência para a pecuária, pois o grande limitante sempre foi a redução de pastagens no inverno; com a soja, haverá uma maior eficiência. Esse é um diferencial que teremos na pecuária de nossa região, com uma maior lotação de bovinos nos campos”, disse.

Elevação do PIB

O chefe do escritório municipal da Emater, Eloí Pozzer, que também tem formação em economia, confirma a expectativa de bom movimento financeiro para Bagé e região através do aumento de áreas plantadas com soja. “Eu acredito que o Produto Interno Bruto (PIB) de Bagé vai se elevar com esse movimento agropecuário”, afirma o extensionista sobre a introdução de mais áreas com o plantio da oleaginosa, proporcionando reflexos em setores econômicos da cidade. “Em lavouras, basicamente, nossa produção se concentrava com o arroz e agora com a soja haverá uma elevação no PIB e isso é muito positivo porque sabemos que a economia de Bagé é baseada em comércios e serviços, mas ele é mantido pela produção primária”, destaca.


Produtores santanenses se preparam para dar início a mais uma colheita do arroz

Cercado de expectativa. Assim está o início da colheita do arroz em Sant’Ana do Livramento, atividade que deverá ocorrer com maior frequência nos primeiros dias e semanas de março, em diversos estabelecimento da cidade. De acordo com a Engenheira Agrônoma do IRGA – Instituto Rio Grandense do Arroz em Sant’Ana do Livramento, Danieli Medeiros Righi, pelo menos um produtor, instalado na localidade conhecida como Sarandizinho, já se prepara para iniciar a colheita na próxima semana.
A abertura oficial da colheita do Arroz no Rio Grande do Sul aconteceu no último final de semana, na cidade de Restinga Seca, onde o Irga apresentou a sua primeira cultivar de soja destinada para várzeas. A cultivar TEC IRGA 6070RR foi desenvolvida por meio de um convênio com a CCGL Tecnologia, e é a primeira adaptada ao sistema de cultivo em terras baixas, com maior tolerância ao excesso hídrico. A variedade é indicada para a rotação com a cultura de arroz irrigado.
De acordo com Danieli Righi, algumas lavouras santanenses ainda se encontram em estágio reprodutivo. “Os dias nublados seguidos de calor acentuado, que tem acontecido na região, interferem no processo de maturação e também aumentam a suscetibilidade das plantas à ocorrência de doenças. A média estimada de produtividade para Sant’Ana do Livramento no ano agrícola 2012/13 está aquém da produtividade registrada do ano anterior. Entretanto, a produção se dará na mesma quantia, devido ao incremento de área nesse ano agrícola. Dentro de 15, 20 dias, o 30º Nate de Sant’Ana já estará com valores seguros de produtividade das áreas colhidas até então, podendo, assim, lançar informações concretas da situação arrozeira”, afirmou a Engenheira Agrônoma do Irga.


Arroz/CEPEA: Chuvas dificultam colheita no RS

As chuvas frequentes em boa parte da semana passada dificultaram a colheita e também o transporte de arroz no Rio Grande do Sul, segundo pesquisadores do Cepea. Com as atividades de campo em ritmo mais lento, as negociações envolvendo o produto da nova safra também estiveram devagar. Agentes consultados pelo Cepea indicam que os estoques da safra anterior estão baixos, mas a nova temporada deve ser boa. Assim, os preços têm caído a cada semana. No acumulado de fevereiro, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) apresenta queda de 2,36%.
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Evento apresentará tecnologias para sistemas de produção em terras baixas
O Dia de Campo “Sistemas Integrados de Produção em Terras Baixas” é o primeiro evento do gênero realizado pelo convênio Embrapa/ Irga e ocorre amanhã, dia 26, na unidade de Bagé da Embrapa.
De acordo com o analista da Embrapa Pecuária Sul e coordenador do convênio, Marcelo Pilon, o evento celebrará os resultados obtidos até agora com a parceria entre as duas instituições de pesquisa. “Nosso objetivo é demonstrar as tecnologias dos sistemas integrados de produção possíveis de serem utilizadas pelo produtor em áreas de terras baixas”, explica Pilon. Das dez estações experimentais, quatro serão do Irga, que apresentará soja em microcamalhão; milho em microcamalhão; o ensaio de rendimento Irga 424 RI, cultivar ainda a ser lançada em 2014; e todas as linhagens promissoras do Instituto e seus ensaios de rendimentos.

Estações apresentarão pesquisas da Embrapa

Já nas estações da Embrapa Pecuária Sul, serão apresentados ensaios com três diferentes forrageiras. A pesquisadora Márcia Silveira mostrará as atividades com o sorgo forrageiro, e seu uso sobre um sistema rotativo de animais, com manejo por altura. O pesquisador Gustavo Martins falará sobre o processo de produção e manejo de sementeiras de trevo branco realizado na área de terras baixas da Unidade. Na ocasião, o Chefe-Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Daniel Montardo, juntamente com o pesquisador João Carlos Oliveira apresentarão os aspectos produtivos da BRS-Estribo de capim sudão. Esta é uma nova cultivar desenvolvida pela Embrapa Pecuária Sul em parceria com a Associação Sul-Brasileira de Fomento à Pesquisa de Forrageiras (Sulpasto)e Ufrgs, que será lançada, em março, na Expodireto 2013.
Outras duas unidades da Embrapa estarão presentes com estações experimentais falando sobre ensaios com soja e arroz. A Embrapa Trigo, de Passo Fundo, apresentará os trabalhos que vem realizando com cinco materiais de soja em sistemas irrigados e não irrigados, e também com e sem uso de microcamalhão. Já a Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, abordará o tema “Estratégias de irrigação para redução do uso de água em arroz irrigado”, em que irá demonstrar a avaliação dos sistemas de irrigação aeróbico, intermitente e convencional, todos por inundação.
Na Estação Ihara, uma das patrocinadoras do evento, o participante poderá ficar a par do manejo preconizado pela empresa com defensivos agrícolas para culturas de arroz e soja. Além da Ihara, patrocinam o evento, as empresas Basf e Syngenta.
Os interessados em participar do Dia de Campo na Embrapa Pecuária Sul serão recepcionados às 8 horas nas próprias estações, onde serão feitas as inscrições e a formação dos grupos para visitação.
O evento ocorrerá nos campos experimentais da Embrapa Pecuária Sul, que tem acesso em frente ao portão principal, localizado na BR-153, km 603, Bagé-RS. Para os produtores interessados em participar, o Irga estará disponibilizando um ônibus para o transporte, cuja saída será às 7h30min na sede da entidade em Bagé (Rua Marechal Floriano, nº 1128).


FONTE: www.jornalfolhadosul.com.br
Arrozeiros gaúchos abrem espaço para a soja
 
 Arrozeiros gaúchos abrem espaço para a soja
 
Os bons preços pagos pela soja, cujos valores chegam a R$ 60,00 a saca de 60 quilos, têm levado muitos produtores gaúchos a optar pelo sistema de rotação de culturas não muito convencional: o cultivo da oleaginosa em áreas de arroz e também de pastagem, especialmente na Metade Sul do Estado. Essa tendência, verificada há pelo menos três safras, fez aumentar a área de soja no Rio Grande do Sul. Um levantamento do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) aponta que, da safra 2011/2012 para a atual, houve um incremento de 70% na área cultivada com a oleaginosa em regiões de várzea, saltando de 160 mil hectares para 272 mil hectares semeados. No caso das áreas de pecuária, a Emater-RS estima o plantio de 80 mil hectares de soja em 20 municípios das regiões da Campanha e Fronteira-Oeste.
Além da boa remuneração pela saca da soja, a motivação dos produtores se deve também à possibilidade de melhoras em termos de produtividade do arroz e engorda do gado. O coordenador da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Irga, Eraldo Jobim, diz que, entre as regiões que mais têm feito rotação de cultura entre arroz e soja, em área de pousio, estão Santa Vitória do Palmar, Camaquã e Pelotas. "Essa forma de manejo permite a eliminação de sementes contaminadas com arroz vermelho e arroz negro, a partir do plantio da soja, limpando o campo e permitindo o cultivo do arroz livre desse problema", disse. Segundo o especialista, com essa prática, muitos produtores conseguiram um aumento de 15 sacas por hectare ao plantar um ano de soja, e de 25 sacas ao cultivar a oleaginosa por dois anos. A vantagem de liquidez imediata da soja, com a possibilidade de venda antecipada em mercado futuro, também mobiliza os produtores. "Se vende a soja antecipadamente, ele liquida as contas mais cedo."
Mas para que as lavouras tenham o resultado esperado, é preciso tecnologia. O assistente-técnico estadual de soja da Emater-RS, Alencar Rugeri, lembra que o produtor corre sérios riscos caso decida plantar "usando apenas a emoção", com possibilidade de degradação do solo. "Não adianta apenas plantar para aproveitar os bons preços. É preciso usar tecnologias para evitar prejuízos", enfatiza. Em função disso, a Emater-RS vê com cautela o aumento do cultivo de soja em áreas consideradas não tradicionais para a cultura, uma vez que os solos da região da Campanha são mais arenosos, com alto teor de argila e mais vulneráveis à falta de chuvas. "Não é à toa que ali se planta arroz irrigado", defende.
Jobim concorda que plantar sem técnicas de manejo corretas pode ser um tiro no pé e ressalta que novas tecnologias têm surgido a cada ano para auxiliar os produtores. É o caso da máquina para plantio de soja em microcamalhão, lançada no ano passado e que permite cultivar soja em áreas alagadas, sem que as raízes da planta fiquem encharcadas. "Essa tecnologia protege as raízes, deixando-as mais secas quando há abundância de chuvas e também que as plantas sejam irrigadas, quando passamos por estiagem", afirma Jobim. O especialista não acredita na possibilidade de o arroz vir a perder definitivamente espaço para a soja, pois a motivação de plantio pela alta dos preços não durará para sempre. "Plantar arroz é sempre mais seguro. Não ocorrerá substituição, mas, sim, a tendência de rotação de culturas, com uma respaldando a outra", disse Jobim.
Os ganhos prometidos com a valorização da soja também começam a redesenhar o cenário da pecuária no Estado. Áreas antes ocupadas por pastagens estão sendo transformadas em território para o cultivo da soja. O membro da comissão de Pecuária da Farsul Carlos Simm diz que os pecuaristas apostam na oleaginosa como melhoradora das áreas ocupadas com aveia e azevém. "No verão, plantamos soja e depois entramos com o gado em cima da lavoura com culturas de inverno. É uma forma de deixar o solo mais fértil e incrementar a produtividade do rebanho, além de obter maior rentabilidade com a colheita da soja", destacou.
Apesar dos benefícios, é importante que, antes de iniciar o cultivo, os produtores observem o zoneamento agrícola, pois há uma limitação de clima e de solo em parte da Metade Sul. É importante ainda evitar o cultivo em campo nativo, prática que tem se tornado comum no Estado. "Existe uma grande preocupação em relação a isso, pois, com a invasão da soja sobre campo nativo, acabamos prejudicando a produção pecuária, que fica apenas com áreas marginais de pasto, com baixa qualidade", diz Simm.
O gerente da regional Bagé da Emater-RS, Luis Fernando Fabrício, lembra que a degradação de campo nativo pode ser irreversível ou levar até oito anos para que a área se recupere. "É preciso preservar o bioma Pampa e, além disso, ter em mente que não basta sair plantando soja, é preciso conhecer as técnicas de manejo", alerta.

sábado, 23 de fevereiro de 2013


Orizicultura: governo expõe política de armazenagem para o setor




Orizicultura: governo expõe política de armazenagem para o setor
Abertura oficial da colheita do arroz no Rio Grande do Sul será neste sábado
A política de armazenagem para a orizicultura safra 2012/13 foi detalhada pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Caio Rocha, durante evento que integra a programação da 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz em Restinga Seca, no Rio Grande do Sul. Foi na última sexta-feira, dia 22 de fevereiro. 


Rocha abordou a armazenagem dentro da política de regionalização defendida pelo Ministério, também destacou a utilização de consórcios públicos para execução dessas políticas e reiterou a importância da certificação das unidades armazenadoras. Dos 4.826 armazéns existentes no Rio Grande do Sul, apenas 431 estão credenciados junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ou seja 8,9%.

Sobre a certificação, o secretário ressaltou a importância e disse ser o reconhecimento formal, concedido por um organismo autorizado, de que uma entidade tem competência técnica para realizar serviços específicos. O Brasil é o único país no mundo que tem um sistema específico de qualificação da atividade armazenadora.

"O Ministério está trabalhando na construção de uma política de armazenagem para constar no próximo Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014. A novidade é possibilitar permitir o credenciamento de pessoas físicas junto à Conab", salientou.

Caio Rocha está em Restinga Seca, onde participou neste sábado, da 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento foi aberto oficialmente pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho. 

FONTE: www.agrolink.com.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Ministro abre colheita do arroz em Restinga Seca, no RS

Ministro abre colheita do arroz em Restinga Seca, no RS

A 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Restinga Seca, no Rio Grande do Sul, terá a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho. A cerimônia se realizará no sábado, dia 23 de fevereiro, às 10h30min, no Centro de Eventos do município gaúcho e é uma promoção da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação de Arrozeiros de Restinga Seca.

Serviço
23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz
Data: 23 fevereiro (sábado)
Horário: 10h30min
Local: Centro de Eventos de Restinga Seca/RS