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domingo, 3 de março de 2013

Cerca de 30% da safra de feijão da região de Passo Fundo está comprometida
Pouca chuva no mês de novembro prejudicou as lavouras e reduziu a produtividade dos agricultores que colheram em média, 25 sacas por hectare
 
Os produtores de feijão concluíram a primeira safra do ano, com os resultados abaixo do esperado. As condições climáticas negativas, para o bom desenvolvimento da cultura, contribuíram diretamente para uma queda na produtividade de aproximadamente 30%.
De acordo com o agrônomo do escritório regional da Emater-RS de Passo Fundo, Cláudio Dóro, em média os produtores colheram 25 sacas por hectare plantado. Ele aponta, como principal motivo, a falta de chuvas durante o mês de novembro, período que registrou uma estiagem de 22 dias. “Com pouca umidade no solo, durante a época de floração e formação de vagens, o feijão acabou tendo um comprometimento da sua produtividade. A cultura, até aquele momento, vinha com um excelente potencial de produção, mas, infelizmente, o clima acabou não sendo favorável”, disse o agrônomo.
Durante o plantio, os agricultores projetavam uma safra que rendesse de 35 a 40 sacas de feijão por hectare, o que não foi confirmado, com o encerramento da colheita que aconteceu há cerca de duas semanas. Por outro lado, os preços estão compensando a quebra de safra, pois os produtores do grão estão conseguindo vender uma saca do produto a R$ 140,00. 
Conforme Dóro, o feijão é uma alternativa de renda que está dentro das pequenas propriedades rurais, onde uma parte das áreas é dobrada dificultando, desta maneira, o ingresso das máquinas para o plantio e colheita de outras culturas de grãos como, por exemplo, a soja. “Como feijão é, em sua grande parte, plantado e colhido de forma manual as terras de morros é que são as destinadas a receberem esta cultura”, explica o agrônomo.
Nos mais de 70 municípios assistidos pela Emater-RS, da região de Passo Fundo, foram plantados 7.700 hectares com feijão, cultura considerada de ciclo curto, pois entre o plantio e colheita são apenas 100 dias. O alimento também é considerado frágil em condições climáticas, um tanto adversa as suas necessidades com de boa umidade no solo, principalmente, quando estiver em fase de floração.

Segundo Dóro, a maior parte da produção de feijão comercial vem de municípios como; Vicente Dutra, Planalto e Irai, locais onde tem predominância as pequenas propriedades rurais. Parte dos agricultores aproveitam as áreas recém colhidas para a formação da safrinha de feijão, que tem colheita no começo de junho.
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Mesmo com chuva, prejuízos preocupam alguns municípios 


Mesmo com chuva, prejuízos preocupam
Em diversas fases de desenvolvimento parte das lavouras poderá ser perdida. 
Mesmo com os bons níveis de chuva registrados nos últimos dias na Região Alto Uruguai, Centenário poderá decretar estado de emergência devido a estiagem que atingiu as lavouras do município.
Situado próximo a bacia do Rio Inhandava, a falta de chuvas registradas neste local desde o final do ano passado - diferente do restante da região que, com um pequeno intervalo de seca entre janeiro e fevereiro - deverá colher dentro do esperado, comprometeu significativamente as culturas de milho, soja, feijão e pastagens, abalando ainda a produção de leite, uma das principais atividades rurais destes pequenos produtores que compõe a economia local.
De acordo com o secretário de Agricultura de Centenário, Adriano Ostrowski, a economia do município é basicamente agrícola e em virtude da falta de chuvas durante o desenvolvimento destas que são as principais culturas locais, as consequências para o município são enormes. Segundo ele, tanto a soja, bem como o milho, pastagens e consequentemente a produção leiteira, as perdas deverão ultrapassar os 30%. Já o feijão deverá passar dos 35% de quebra de safra, fazendo com que a prefeitura não tenha outra escolha a não ser decretar situação de emergência.
Viadutos enfrenta a mesma situação, sendo também um município que tem sua economia sustentada pela agricultura. Conforme com o secretário de Agricultura, Evandro José Baldissera, ainda em dezembro do ano passado o município decretou situação de emergência, aguardando a homologação da Defesa Civil. Segundo ele, as perdas nas diversas culturas agrícolas giram em torno de 30%, com exceção da soja, que está em torno de 10% e com possibilidades de recuperação em virtude das últimas chuvas. Da mesma forma que Centenário, o milho é o principal prejudicado pela estiagem, pois mesmo com o retorno das chuvas, não há mais como reverter as perdas, que refletem também na silagem para alimentação bovina de leite, prejudicando também este segmento.
Além destes municípios, Carlos Gomes e Áurea, que se localizam nesta mesma área da região também sofrem em razão da estiagem. Em Carlos Gomes as perdas na cultura do milho ultrapassam os 40% e a da soja 30%. O secretário de Agricultura, Sérgio Waldemar Kolassa informou que a boa quantidade de chuvas que caiu nos últimos dias já trouxe um alento aos produtores, que poderão até ter uma recuperação nas culturas de soja, as quais, em sua grande maioria, ainda se encontram em fase de maturação, mas quanto ao milho não há mais como reverter os danos. Ele informou que o município até então não estuda decretar estado de emergência, mas não descarta esta possibilidade.
FONTE: www.jornalbomdia.com.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Emater registra total de 170 projetos de crédito emergencial da seca no valor de quase R$ 1,5 milhão


O escritório municipal da Emater de Santo Ângelo divulgou o número de projetos do crédito emergencial da seca, de até R$ 10 mil, cujo prazo de entrega dos contratos ocorreu na sexta-feira. 
Foram no total 170 projetos elaborados pelo órgão, cujo valor chegou a R$ 1.492.772,99. A informação foi prestada ontem pelo chefe da Emater, engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues.
Conforme ele, trata-se de uma linha especial do Pronaf Investimento que foi criada para minimizar os efeitos da seca ocorrida na safra 2011/2012, que prejudicou significativamente a produção agropecuária no município. Álvaro recorda que a partir do mês de outubro de 2012 se deu o início da elaboração de projetos de crédito rural para cada agricultor interessado em acessar este recurso. "As condições eram interessantes, pois o prazo era de até 10 anos para pagamento do empréstimo, com juros de 1% ao ano e desconto de 20% nas parcelas para pagamento em dia", recorda.


BOVINOCULTURA DE LEITE
Ele ressalta que a grande maioria dos projetos desenvolvidos pela Emater foram canalizados para investimentos na área da bovinocultura de leite, como aquisição de equipamentos(resfriador, ensiladeira e ordenhadeira), construção de salas de ordenha, implantação de pastagens e correção do solo. "A correção do solo foi o investimento mais procurado pelos agricultores, o que demonstra a preocupação da categoria em proporcionar melhoria nas condições de solo em suas propriedades rurais e, consequentemente, para a produção agropecuária local", observa.
Também o agrônomo destaca outros projetos de crédito elaborados, nas áreas de irrigação, construção de silo secador de grãos, ovinocultura de corte e equipamentos para produção de soja, trigo e milho. Neste trabalho, Álvaro contou ainda com a colaboração dos técnicos agrícolas Diomar Lino Formenton e Décio José Pohl.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Quebra de safra na Região de Santa Rosa

 O estrago na economia regional depende de quando virá a chuva em proporção suficiente para acabar com o quadro de estiagem que já se desenha.
A última precipitação pluviométrica equilibrada ocorreu em 07 de janeiro e de lá para cá são apenas as “pancadas de verão”.
O engenheiro agrônomo Milton Racho, da Coopermil, enfatizou que a partir de agora a cada dia sem chuva a preocupação aumenta.
Explicou que o cenário regional é muito diverso, onde alguns produtores apresentam quebra de 60% na safra.
Observou, no entanto, que em outras áreas a situação é normal.
Mas, segundo Racho, na média geral os prejuízos oscilam entre 20% e 25% na microrregião.
Milton Racho avalia que seria necessário uma chuva de 40 a 50 milímetros para normalizar o quadro.
A preocupação é também com as forrageiras que alimentam o gado leiteiro e com o milho safrinha.

FONTE: www.jornalnoroeste.com.br

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013


Estiagem causa quebra de 10% na lavoura de soja em Santo Ângelo
As chuvas esparsas estão preocupando produtores que já começam a calcular prejuízos
Estiagem causa quebra de 10% na lavoura de soja em Santo Ângelo
Produtor Domingos Stochero Filho e técnico Diomar Formenton na lavoura em Barra do São João
 


A irregularidade das chuvas vem afetando as lavouras de soja de Santo Ângelo e agricultores começam a calcular os prejuízos na safra. Enquanto em algumas localidades do município a cultura não foi afetada em decorrência da boa média de chuvas, em outras áreas localizadas no Distrito Buriti, Atafona e Ressaca Buriti a expectativa de colheita é reduzida. Dados do Conselho Municipal de Estatística Agropecuária (Comea), divulgados na quinta-feira (7), revelam que a quebra já chega a 10% nas lavouras de soja. A previsão era de 40 sacas por hectare.
O técnico da Emater, Diomar Formenton, explica que em localidades como Restinga Seca, Lajeado Cerne, Lajeado Micuim e parte do Distrito Comandaí a última precipitação pluviométrica foi de 30 a 40 milímetros. “Um número positivo que garante uma boa expectativa na safra de grãos”, observa.
Em outras localidades, porém, a realidade é diferente. Na propriedade de Domingos Stochero Filho, na Barra do São João, a situação é desalentadora. Segundo o agricultor, cuja renda depende apenas da lavoura, a quebra chega a 50% e o número do prejuízo poderá ser aumentado nas próximas semanas. “É um momento difícil aqui na nossa comunidade. As últimas pancadas de chuva aconteceram no mês de dezembro. Não tenho o que dizer numa hora dessas”, afirma.
Formenton explica que a preocupação é grande tendo em vista que a falta de chuva ocorre num momento crucial em que planta está na fase de floração e formação da vagem. “A falta de água nessa fase pode diminuir a produção e até mesmo ocasionar a perda total da lavoura”, observa.
CHUVAS
Apesar da situação difícil em algumas lavouras, a média desse ano, em algumas localidades é melhor do que o ano passado, numa comparação com a média de chuva da região em janeiro de 2012, que foi de 43 milímetros. Dados fornecidos pela Emater revelam que a média mensal do mês de janeiro em Lajeado Micuim chegou a 122 milímetros, Atafona 114, Cristo Rei 139 e no Comandaí 135.
REGIÃO
Na região, a média de chuva variou no mês de janeiro. Em Entre-Ijuís foram 198 milímetros, Guarani das Missões 200, Roque Gonzales 104, São Paulo das Missões 140, São Pedro do Butiá 133 e Mato Queimado 148 e no Parque Industrial de Santo Ângelo o número foi o menor, 91 milímetros. Neste mês, a média na área de abrangência da Cotrisa, foi de 145 milímetros. 
No mês de fevereiro, a média regional de precipitação pluviométrica diminuiu. Em Entre-Ijuis, o número caiu para 28 milímetros, Guarani das Missões 28, Roque Gonzales 5, São Paulo das Missões 0, São Pedro do Butiá 1, Mato Queimado 10 e o Parque Industrial de Santo Ângelo 11.
FONTE: www.jornaldasmissoes.com.br


Região de Três de Maio lidera safrinha para a soja


  Em busca de novas alternativas de renda dentro da safra de verão e, estimulados pelas boas cotações do produto, os agricultores gaúchos do Noroeste e das Missões realizaram a chamada "safrinha" de soja. Os plantios ocorreram em janeiro. Paulo Daniel, agricultor no Km 6, interior de Três de Maio já aposta na safrinha de soja há pelo menos seis anos, como uma segunda safra e um ganho a mais. Este ano devido ter diminuído a área para o milho, consequentemente diminui para a safrinha de soja. 
Paulo plantou 283 hectares de soja no período normal e 23 hectares dedicou a safrinha, plantados nesta segunda quinzena de janeiro. "Já nasceu, mas precisa de uma força da chuva. É hábito arriscado, mas tem dado certo, rendendo uma quantidade de 25 a 30 sacas por hectare".

A área safrinha ainda é pequena
A área destinada a safrinha é pouca, em comparação com os 4,4 milhões de hectares destinados à primeira safra do grão deste ano no Rio Grande do Sul, mas já corresponde a 4% dos 1,06 milhão de hectares das lavouras de milho no período.
  Apesar de arriscado, porque o plantio é feito fora do zoneamento agrícola, o investimento na chamada safrinha chega a ser maior do que no ciclo tradicional em algumas propriedades. Na área de abrangência da Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai (Cotrimaio), com sede em Três de Maio em torno de 12 mil ha foram cultivados com soja sobre a resteva de milho. As maiores áreas e produtividades estão localizadas em Doutor Maurício Cardoso e Horizontina. No entanto, em todos os municípios as áreas e produtividades crescem significativamente.

Expectativa de maior produtividade 
O engenheiro agrônomo da Cotrimaio, João Carlos Loro, informa que a busca de alternativas de segunda safra de verão vem há anos, quando os agricultores tiveram problemas de qualidade com a cultura de milho e girassol. "Com a entrada de cultivares de soja RR e bem adaptadas aos plantios de janeiro a área começou a ter aumentos significativos a cada ano, chegando aos níveis de hoje".
  Crescimento que está relacionado com a melhoria de tecnológica na cultura, que proporcionou aumento de produtividade e resultado financeiro significativo neste período.  "O produtor tem utilizado cultivares de milho de ciclos cada vez mais precoces para possibilitar o plantio de soja, pois quanto antes se efetuar melhor é a produtividade. O aumento da área de milho na região está ligado aos ganhos de produtividade e principalmente a possibilidade de um segundo plantio", diz Loro.

Aposta ariscada
O plantio de qualquer cultura fora do período ideal fica mais dependente de condições climáticas, explica o engenheiro agrônomo. "Como o período que a cultura de soja tem para o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo é reduzido pelo tempo do plantio, ocorre o encurtamento do ciclo e por consequência a necessidade de ter boas condições para se ter a produtividade prevista. As plantas encurtam o ciclo, reduzem o porte e índice de área folhar".
Neste caso o cuidado na condução das lavouras é decisivo na produtividade.

Pouca chuva preocupa produtores
Com poucas precipitações nestas últimas semanas, produtores de soja estão preocupados com a manutenção da alta produtividade esperada. 
A falta de uma umidade mais abundante no solo preocupa, pois isso coincide com o período de maior necessidade de água pela planta. Os tratos culturais foram suspensos nesse período, devido à baixa umidade relativa do ar, dando margem ao aumento dos focos de pragas, principalmente lagartas, em alguns casos. Por outro lado, o tempo mais seco minimiza o avanço de doenças fúngicas, como a ferrugem.  
  Conforme o engenheiro agrônomo da Emater, Fabio Karlec, até o momento a soja estava se desenvolvendo bem, com boa expectativa de produtividade. No entanto, com as chuvas irregulares em Três de Maio e região, algumas lavouras já estão sofrendo com a falta de umidade. "Até o momento, nestas áreas que não ocorreram chuvas frequentes, estima-se que a expectativa inicial de produtividade já diminui".
Em janeiro, a média das chuvas nos municípios da região foi de 87 mm, segundo dados da Cotrimaio. Em Três de Maio foram 112 mm nos 31 dias. 
  Sábado, dia 2 houve uma pequena precipitação de chuva, de   sete mm para Três de Maio. Assim como na maioria dos municípios.

Fevereiro mais seco
Segundo a Somar Meteorologia, estão programadas duas frentes frias para a primeira quinzena, que apesar de trazer chuva intensa, com possibilidade de rajadas de vento de até 70 km/h, não devem ser prolongadas.
O meteorologista Flávio Varone, da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), explica que estas são condições típicas do período de neutralidade climática, sem a influência dos dois fenômenos mais comuns, o El Niño e o La Nina.
Em janeiro os municípios próximos de Três de Maio registraram média de 87 milímetros, fevereiro terá menos chuva ainda. Precipitações mais expressivas no Rio Grande do Sul só em março, segundo o meteorologista.

Ferrugem asiática em Três de Maio
Nesta semana o Consórcio Antiferrugem divulgou um foco de ferrugem constatado em Três de Maio. O Rio Grande do Sul registra, até o momento, 77 focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja. Os dados também são do Consórcio Antiferrugem, que reúne informações repassadas por cooperativas, empresas e instituições públicas.
Na última semana já haviam sido confirmados casos em Ajuricaba e Santa Rosa. Outras regiões também já têm a doença na soja, atingindo municípios como Palmeira das Missões, Tupanciretã, Santiago, Júlio de Castilhos, São Paulo das Missões e Cruz Alta.
No início do mês já havia sido constatado o problema de ferrugem asiática em lavoura de Esperança do Sul, na região Celeiro.
A doença preocupa bastante porque se espalha com o vento entre diferentes períodos e pode causar prejuízos consideráveis nas lavouras, caso não seja tratada adequadamente.

Chuva de quarta-feira foi em pontos isolados
Na quarta-feira, dia 6/2, as chuvas foram bem localizadas, sendo registrada grande diferença de volume em localidades do mesmo município. Em Três de Maio, na localidade de Mato Queimado foram registrados aproximadamente 90 mm; na cidade foram 68 mm, em Quarainzinho, apenas 18 mm e em Progresso não houve nenhuma precipitação de chuva. Em Flor de Maio, além da chuva, houve granizo.
Em Independência, na localidade de Lajeado Silva foram registrados 50 mm, em São Valentim 7 mm e em Esquina Sutil nenhum volume foi registrado.

FONTE: www.jsemanal.com.brF

Produtividade média final da safra de milho na área de atuação da Cotrisa deve ficar em 70 sacas por hectare



A colheita de milho na área de atuação da Cooperativa Regional Santo Ângelo Ltda (Cotrisa) se aproxima da sua fase final. Informações prestadas ontem pelo coordenador técnico da empresa, engenheiro agrônomo Zécarlos Libardoni, dão conta que 95% dos 35 mil hectares plantados já se encontram colhidos. Ele salienta que a produtividade média final deverá ficar em 70 sacas por hectare que era a projeção inicial.
Zécarlos diz que o clima ideal para a cultura neste estágio de encerramento de colheita seria de tempo bom. No seu entender, a produtividade do milho colhido ficará dentro das expectativas da inicial estimada. 
Porém, ele observa que a cultura enfrentou alguns problemas no início do desenvolvimento vegetativo do cereal com a ocorrência de geadas e falta de chuvas no estágio de floração. "Por esse motivo, a região de abrangência da cooperativa não deverá superar a previsão antes do começo da semeadura que era também de 70 sacas/ha", justifica o agrônomo. Caso permaneçam as atuais condições climáticas, a colheita de milho deverá ser encerrada até a próxima semana.

PRAGAS NAS LAVOURAS DE SOJA
Entretanto, com o registro de poucas chuvas sucedidas de elevadas temperaturas, as lavouras de soja plantadas em uma área de 260 mil hectares na região vêm enfrentando problemas de surgimento de pragas e doenças. A produtividade inicial estimada pela Cotrisa era de 42 sacas por hectare. Toda área se encontra plantada. A cultura se encontra nas fases de floração e formação de vagem.
Entre as pragas e doenças detectadas por Zécarlos nas lavouras vistoriadas estão ferrugem e aparecimento de lagartas e percevejos que podem comprometer o potencial produtivo da cultura. Ele observa ainda que em áreas onde não foi aplicado fungicida adequadamente, há presença de ferrugem asiática na soja mas em uma minoria de propriedades rurais.
"Como a grande maioria dos produtores fez o manejo correto de produtos químicos, as lavouras estão livres dessa doença bem como de pragas", ressalva o agrônomo. Portanto, ele recomenda que o agricultor continue realizando esse controle para preservar o potencial produtivo da planta.
São poucas as localidades onde foram detectados focos de ferrugem asiática na soja. "O problema crucial enfrentado pela cultura seria a falta de chuva", ressalta. Ele cita que há municípios da região que não há registro de precipitações pluviométricas há cerca de 30 dias, exemplificando casos como São Pedro do Butiá, São Paulo das Missões, Roque Gonzales e Salvador das Missões.
Há ainda pontos isolados em outros municípios da região que a estiagem já dura aproximadamente um mês e as chuvas que ocorreram foram irregulares, lamenta. Portanto, ele acredita que em caráter emergencial a soja necessita de precipitações que variam de 40 a 50 milímetros por semana.

SOJA JÁ ENFRENTA PERDAS
Zécarlos acentua que a cultura já vem enfrentando perdas, porém não tem estimativas de percentual. "A cada dia sem chuva, a quebra na cultura se potencializa", resume. 
Neste sentido, o Departamento Técnico da cooperativa também recomenda que o produtor execute o manejo adequado das doenças e pragas, aplicando bioestimulantes que são produtos que reduzem o estresse da planta. E mesmo com as dificuldades de clima, o sojicultor terá uma resposta em produtividade.
Ele justifica que os produtos recomendados pela Cotrisa são baseados em resultados obtidos na safra passada, quando o agricultor os usou em parte das suas lavouras. "E onde os bioestimulantes não foram utilizados, as perdas foram totais", compara.
Levantamento da Cotrisa indica que na quarta-feira a média de chuvas registrada na sua área de atuação variou entre 15 e 20 milímetros. Porém, no Parque Industrial não houve registro de precipitação, o que torna a situação da soja cada vez mais preocupante informa Zécarlos.

FONTE:www.atribunars.com.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


‘Uma tempestade perfeita’
“O produtor deve estar preparado para esperar o inesperado. Se preparar para o pior e esperar o melhor. 2013 vai ser um ano de louca volatilidade, aonde a informação responsável vai ser muito importante”, Antonio Sartori, diretor da Brasoja Corretora de Cereais



Presente no lançamento da 14ª edição da Expodireto Cotrijal, o diretor da Brasoja Corretora de Cereais, Antonio Sartori, falou sobre a perspectiva da principal comoditie mundial: a soja. Segundo ele, preço e clima são dois pontos cruciais neste momento. O clima está afetando de maneira negativa a produtividade no Rio Grande do Sul, que está cultivando uma área de 4,7 milhões de hectares - tão significativa como no Paraná, que deverá colher 15,5 milhões de toneladas. “Nossa expectativa era do RS produzir 13,55 milhões de toneladas, mas, no momento, mesmo se chover muito bem até a colheita, a produção não deverá superar as 12 milhões de toneladas. Portanto, já temos perda”,

comenta.

Também já estão registradas perdas na safra da Argentina, por causa do atraso no plantio e o excesso de chuva. E isso implica em fator de mercado, porque os estoques mundiais de grãos todos eles, estão apertados. Conforme Sartori, nos últimos 12 meses, a produção mundial de grãos teve uma quebra de 170 milhões de toneladas - é maior do que toda a safra brasileira. “Portanto, temos estoques mundiais apertados de grãos, enquanto a demanda é crescente. Não apenas por alimentos. O agro, hoje, é produtor de alimento e energia. Este é um quadro irreversível”, explica.

O diretor da Brasoja diz que são boas as perspectivas de rentabilidade. Os preços dolarizados estão, historicamente, altos. Nos últimos 30 anos, o produtor gaúcho vendia soja sempre a US$ 14. Hoje, o mercado é comprador a US$ 32 no Porto de Rio Grande, mesmo com frete, ficaria em US$ 28 – o dobro do preço e, mesmo assim, o produtor não vende. Sartori explica que isto está ocorrendo, primeiramente, porque o agricultor brasileiro já vendeu 3,5 milhões de t e isso representa cerca de 30% do que se espera colher. Mas, principalmente, pela incerteza climatológica, que é a grande preocupação. Os negócios não estão sendo fechados.



(Diretor da Brasoja, Antonio Sartori / FOTO ROSA LIBERMAN)

Cenário mundial pode mudar o comércio e o consumo da soja

Pelo menos até o dia 30 de agosto, quando encerra o ano agrícola, o diretor da Brasoja diz que decididamente não haverá mudanças no cenário mundial de comércio e consumo da soja. “Os americanos começam a plantar entre abril e maio. Há um ano, eles enfrentaram a maior seca da história do Sul dos Estados Unidos, Texas e Oklahoma, de tal maneira que os preços da carne vermelha atingiram os patamares mais altos da história dos EUA. Esse clima seco migrou para o centro-oeste, como Ohio e Indiana, causando quebra de 6 milhões de toneladas na soja e mais de 100 milhões de t no milho. E agora, essa bola de seca se deslocou para a zona do trigo. Portanto, o clima é um fator que preocupa muito: seca na Austrália, excesso de chuva Argentina e falta de chuva no RS”, esclarece.
Sartori afirma que a safra nestes países não pode quebrar. “Se quebrar, o mercado não sobe, ele explode. Em contrapartida, se tivermos tempo bom e safra cheia, principalmente no hemisfério norte, quando começa o plantio, entre abril e maio, que é responsável por 90% da produção mundial de cereais,as condições serão diferentes. Os próximos 60 dias terão foco no clima da América do Sul, depois disso, as atenções ficarão sobre o lado Norte do planeta”, destaca.
O ano de 2013 será marcado pela volatilidade, com relação à produção, consumo, estoque e câmbio. Com as avaliações da Brasoja, o clima é a grande preocupação que está afetando a produção gaúcha e, mesmo que ocorram chuvas mais regulares, as perdas registradas são irreversíveis.



(Produtores de olho no clima / FOTO ALESSANDRA PASINATO)


Com relação ao consumo mundial de soja, este não vai reduzir. “Agora o agro virou a página e somos responsáveis não só pela produção de alimentos, mas também de energia. Por isso, temos preços dolarizados mais altos e é mais do que hora do produtor ter receita justa. A sociedade tem que entender que os preços dos alimentos ainda são baratos, mas vão subir e isso não pode ser às custas do produtor”, informa.


Mercados futuros

No que diz respeito ao mercado futuro, Sartori comenta que o produtor que o fez, utilizou o critério de cobrir seus custos de produção. Ele estima que no Estado haja 3,5 milhões de t de soja já comercializadas, tendo em vista a previsão de safra de 12 milhões de t. No Brasil há entre 70% e 80% da safra comercializada. Segundo Sartori, nessa safra, o produtor gaúcho está mais conservador, com relação aos outros
estados do país. A maioria dos agricultores comercializou a saca em torno de R$ 60,00. “A estratégia de cada um é particular, faz sentido vender o que precisa para cobrir os seus custos. Esse risco, o que ocorreu em 2008 a bolsa de Chicago estava US$ 16,60 no dia 8 de julho e em 5 de dezembro estava em US$ 7,77 – ela despencou. Esse ano,dependendo do que vai acontecer nos próximos seis meses, podemos viver o céu ou o inferno. É um risco grande. Temos o fator climático e cambial e, se o produtor puder se proteger e comercializar a um preço historicamente alto, é viável. Quem colher uma lavoura de 50 sacos por hectare e vender a R$ 60 tem receita de R$ 3 mil, sendo que o custo não é de R$ 1,5 mil. Portanto, é um bom negocio. Quem vendeu, vendeu bem”, conclui.

FONTE: www.agrolink.com.br

Falta de chuvas preocupa produtores de soja do RS


Falta de chuvas preocupa produtores de soja do RS

A falta de chuvas já começa a preocupar os produtores de soja do Rio Grande do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nessa quinta-feira (07/02), o clima seco e as altas temperaturas ocorridos recentemente têm ocasionado o murchamento das plantas e a queda de flores e vagens, o que poderá diminuir o potencial produtivo de algumas lavouras, principalmente aquelas implantadas em solo mais raso. As condições adversas afetam principalmente as lavouras que estão nas fases de floração e iniciando a formação das vagens, o que compreende 80% do total semeado no Estado. 

Além da falta de precipitações, algumas lavouras de soja também estão sofrendo com o intenso ataque de lagartas e ácaros, o que força a continuidade das pulverizações visando ao controle dessas pragas, principalmente a lagarta-falsa-medideira (Pseudoplusia includens). Os sojicultores também encontram dificuldades para realizar os tratamentos com fungicidas e inseticidas devido à baixa umidade relativa do ar, que compromete a eficiência desses produtos. Apesar do quadro desfavorável à cultura, as lavouras, em sua grande maioria, apresentam muito bom desenvolvimento, mantendo boas as expectativas de produção e rendimento.

FONTE: www.agrolink.com.br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


Período das lavouras de soja exige atenção

Escassez de chuvas tem provocado a morte de algumas plantas na região
Escassez de chuvas tem provocado a morte de algumas plantas na região
Estima-se que até o momento, as lavouras de soja dentro da área de atuação da Cotrijui, registraram perdas em torno de 15% devido a falta de ocorrência de chuvas mais expressivas. “Após um início muito bom para a cultura da soja, em que o volume de chuva ocorrido foi extremamente favorável para o desenvolvimento vegetativo da cultura, o mês de janeiro ficou marcado por pouca chuva", explica o engenheiro técnico da Cotrijui, Osmar Lohmann.

Ele conta que os volumes de chuva registrados ao longo do mês de janeiro foram muito baixos, estando já há "aproximadamente 20 dias sem chuvas significativas, com apenas algumas pancadas, o que acaba por refletir em algumas perdas no potencial produtivo na cultura da soja".
Sobre as perdas, o engenheiro calcula uma média de 15% dentro de um universo de 400 mil hectare na área de abrangência da Cotrijui: "Essas perdas acabam sendo relativas pois depende muito de qual estágio que essa cultura se encontra, o grupo de maturação que cada cultura tem e alguns fatores de manejo também, mas enfim, se nós partirmos de um potencial produtivo de 3 mil kg/ha, já teríamos um comprometimento de 500 kg/ha", exemplifica.
As lavouras de soja encontram-se no estágio de floração, e algumas em início de enchimento de grãos, o que exige que o produtor realize o monitoramento constante: "Esse período, a partir do término de floração, sem dúvida estando no enchimento de grãos, é o período mais difícil. O volume de chuva se faz extremamente necessário para que se mantenha o potencial produtivo da cultura", afirma Lohmann.
Quando em deficiência hídrica, as plantas tendem a murchar, como uma forma de defesa, para evitar maiores perdas de água:   "Aquelas folhas mais velhas, que estão no "baicheiro", começam a amarelar, e essa perda de folhas precocemente na parte inferior da planta vai acarretar numa menor carga de vagens", destaca o engenheiro técnico da Cotrijui.

FONTE:www.jmijui.com.br

Sinal amarelo: Produtor em alerta
Os produtores estão preocupados com o futuro das lavouras, pois a falta de umidade está coincidindo com o período de maior necessidade de água pela planta. Período é propicio ao aparecimento de oidio que já vem afetando algumas lavouras.

A principal cultura que estampa as lavouras do sul e do Brasil, a soja, vinha apresentando um bom desenvolvimento e trazia boas perspectivas para mais uma safra recorde. A cultura encontra-se 10% na fase de desenvolvimento vegetativo, 70% em floração, 15% em formação de vagens e 5% em enchimento dos grãos. A grande preocupação vem se mantendo no clima e os produtores dia a dia olham para o céu com a esperança de chuva, já que a falta de água está coincidindo com o período de maior necessidade da planta. Os tratos culturais foram suspensos neste período devido a baixa umidade relativa do ar e a falta de umidade está causando estresse nas plantas, nas horas mais quentes do dia as plantas murcham e viram as folhas.


Para o engenheiro agrônomo da Emter RS/Ascar, Cláudio Doro, a soja está em um período crítico, onde demanda mais água. “Existe essa necessidade hídrica e estamos com problemas devido a falta de umidade. Choveu bem em janeiro até o dia 09 e depois disso tivemos apenas 3,7mm de chuva em 20 dias” (matéria publicada em 01/02), explica ele. Doro comenta que as temperaturas noturnas ficam em 15ºC, mas que as diurnas chegam a 33ºC. “São de 13h a 14h de luz por dia, então a vapotranspiração é muito grande, por isso a soja está em um momento crítico que faz acender o sinal amarelo de alerta, pelo momento delicado”, avalia ele.



Doenças da soja
De acordo com Doro, em virtude do clima seco as doenças não evoluíram. “Temos na região 13 casos de ferrugem asiática. Ela não evolui porque não tem umidade e essa doença se desenvolve com o clima quente e úmido, precisando ter molhamento superficial de seis horas consecutivas, o que não tem acontecido”, avalia. Segundo ele, a ferrugem não é problema e os produtores já fazem aplicações preventivas na planta que está imunizada e não propaga doenças. 

Outra doença que afeta a cultura, conforme Doro é o oidio, um mofo branco que aparece nas folhas e se manifesta nesse clima seco que vivenciamos, abrindo portas para que outras doenças se instalem na planta. “Existem culturas mais suscetíveis a desenvolver a doença, dependendo da cultivar. O produtor tem que ficar atento e fazer a aplicação de fungicida no começo da manhã ou final da tarde, porque durante o dia para poder se proteger do sol a planta fecha os estômatos, se encolhe, murcha, vira as folha e isso dificulta a penetração do fungicida”, explica.



(Oidio, mofo branco que aparece nas folhas, é uma das doenças que afeta a soja no clima seco / FOTO DIVULGAÇÃO)

Déficit hídrico
Segundo o agrônomo, a grande preocupação é com a falta de chuva. “A deficiência hídrica é de 50mm menos do que a média. Se continuar, vai trazer prejuízos. O agricultor foi mal no ano passado com quebra pela seca e no trigo e cevada com a geada, foi um fracasso. Todas as fichas foram apostadas na soja, já que a geada de 26 de setembro pegou o milho”, destaca ele.

Conforme Doro, a soja precisa pagar o custo da lavoura, os investimentos, as dívidas anteriores de duas safras quebradas tanto a de verão como a de inverno do ano passado e, para ele, a falta de chuvas é preocupante. “O reflexo está na indústria, prestação de serviços e em todo o setor econômico que é afetado. Até o comércio sente queda nas vendas. Vamos torcer para que a agricultura vá bem, para girar a economia. Dentro da porteira, o agricultor investiu, o incontrolável é o clima que está prejudicando a cultura. Se chover, ainda podemos ter uma boa safra na região”, finaliza.



No campo
Conforme a técnica de Desenvolvimento de Mercado da BASF em Passo Fundo, Nara Morai, a cultura está na fase de florescimento, período em que a planta tem maios fragilidade no ataque de doenças. “No momento temos detectado a presença de oidio, devido a questão de clima e, também a presença de ferrugem da soja, duas doenças presentes nas lavouras, porém em algumas com mais e outras com menos intensidade, dependendo do manejo dos produto”, afirma ele, considerando que é mais usual a presença do oidio, no entanto alerta que a ferrugem preocupa mais. “Ela é mais agressiva e traz maiores prejuízos, porque não é possível visualizar e, quando aparece, o dano já é grande. Já o oidio tem um controle mais fácil”, comenta.



(Digilab auxilia na identificação dos sintomas das principais doenças, pragas e plantas daninhas / FOTO DIVULGAÇÃO)

Tratamento completo
Segundo ela, a BASF trabalha as culturas com um sistema onde o manejo utiliza vários produtos, que começa desde o tratamento da semente, passando pela prevenção de doenças e garantia de produtividade. “O Sistema AgCelence® Soja Produtividade Top é um modelo de manejo completo, pois, além do controle fitossanitário, possibilita uma melhor transformação da água, luz e nutrientes em energia e grãos. O programa utiliza os produtos fungicida/inseticida Standak® Top, o fungicida Comet® e o consagrado fungicidaOpera®, que já tratou mais de 133 milhões de hectares no Brasil desde o seu lançamento há cerca de 10 anos”, explica ela.

O tratamento é completo com o uso do AgroDetecta, que atua por meio do monitoramento agrometeorológico, que é realizado por uma rede de estações meteorológicas associadas ao processamento das informações inseridas através de modelos matemáticos de previsão de ocorrência de doenças. Desta forma, o sistema consegue indicar previamente o momento mais adequado para efetuar o controle. Além do Digilab, que auxilia na identificação dos sintomas das principais doenças, pragas e plantas daninhas em diferentes culturas, com o auxílio de um microscópio digital para capturar a imagem e de uma biblioteca virtual de saúde vegetal para consultar e comparar as imagens capturadas.


Perspectivas
Para Nara, as perspectivas até o momento são de uma boa safra, dependendo das condições climáticas, que vinham favoráveis. Com relação as doenças ela avalia que tem observado o manejo preventivo ou tratamento ainda na fase inicial. “As lavouras estão protegidas, não tem doenças visíveis e isso se dá pelo manejo antecipado. É preciso proteger a lavoura do plantio a colheita”, frisa. De acordo com ela, é preciso a tomar decisão correta em relação as ferramentas utilizadas na lavoura, visando melhora no condicionamento das plantas sem desperdícios e com ganhos que resultam em rentabilidade. 

FONTE: www.diariodamanha.com

Chuvas fortes e generalizadas voltam a atingir o RS a partir de 10/02

Chuvas fortes e generalizadas voltam a atingir o RS a partir de 10/02

O tempo seco já começa a preocupar os produtores de soja do Rio Grande do Sul, pois a planta está agora no período de enchimento de grãos, fase decisiva do desenvolvimento da lavoura. As chuvas que atingiram o Estado em janeiro ficaram concentradas apenas na primeira semana do mês. Em Palmeira das Missões-RS o mês passado terminou com chuvas dentro da média, de 150mm, porém elas aconteceram nos primeiros sete dias do ano. Na cidade, desse acumulado, 110mm foram observados em apenas dois dias. Como o solo gaúcho não retém muita água, os últimos 20 dias sem chuvas (reportagem de 01/02) começam a trazer preocupações.

O mês mudou, mas as condições meteorológicas ainda não. De acordo com a previsão da Somar Meteorologia, o padrão de chuvas fica diferente a partir do dia 10 de fevereiro, quando as frentes frias passam a ficar mais organizadas na metade sul do país, o que contribui para chuvas mais frequentes no Rio Grande do Sul. Em Ijuí-RS os volumes de chuva começam a ficar acima dos 10mm e as precipitações passam a ser mais frequentes a partir do domingo de Carnaval. 

Além de contribuir para a produção de soja gaúcha, a mudança no padrão das chuvas deve ajudar também na continuação da colheita no Centro-Oeste. O Estado do Mato Grosso enfrenta alguns problemas nas lavouras por causa do excesso de água, em Nova Mutum-MT o mês de janeiro terminou com chuvas cerca de 25% acima da média, pois o acumulado foi de 415mm, sendo que o normal para o período seria chover 330mm. O problema não foi apenas a quantidade de chuva, mas ela caiu constantemente, dos 31 dias do mês passado, choveu 24 na cidade.

As simulações mostram uma boa redução nas chuvas do Centro-Oeste depois do dia 5 de fevereiro. “Os acumulados, que nessa semana ainda passam dos 100mm em boa parte dessa região, nos próximos dez dias devem ser de cerca de 70mm entre Mato Grosso, Goiás e norte do Mato Grosso do Sul”, explica o climatologista da Somar, Paulo Etchichury. As chuvas voltam a acontecer em forma de pancadas, ou seja, o sol aparece por mais tempo, o que melhora as condições de colheita e mantém a umidade do solo para o plantio do milho.

FONTE: www.agrolink.com.br

sábado, 26 de janeiro de 2013


Soja - Desenvolvimento das lavouras na região de Ijuí agrada 

Para que as expectativas se confirmem, não pode faltar chuva na região
Para que as expectativas se confirmem, não pode faltar chuva na região
Para a safra 2012/2013, a Cotrijui possui em torno de  408 mil hectares de área plantada de soja, e a expectativa de colheita se mantém na média de 45 sacas/hectare. Se esses números se confirmarem, representa a recuperação dos produtores que não colheram na safra anterior, devido à forte estiagem que atingiu o Estado. A informação é do o engenheiro agronômo da Cotrijui, Jaime Lorenzoni.

Todas as unidades agropecuárias da Cotrijui elaboraram um relatório técnico sobre a situação das lavouras de soja na região de abrangência da cooperativa: "Que compreende uma área de, mais ou menos, 408 mil hectares de soja, estando 100% plantado, e seu desenvolvimento pode ser considerado satisfatório. Estamos com 35% da área em desenvolvimento vegetativo, em torno de 55% na fase de floração e uns 5% da soja já se encontra na fase da granação", informa Lorenzoni.
Se o desenvolvimento seguir no mesmo ritmo, "a expectativa de colheita ainda se mantém em  uma produção média de 45 sacas/hectare", segundo Lorenzoni. “Claro que para isso a gente ainda depende das condições climáticas. Nos últimos dias o sol tem apertado, e a gente sabe que para a soja, nesse período, seria interessante as chuvas mais frequentes,  porque ela se encontra na fase de reprodução, portanto há uma demanda maior de água, por parte da planta, por isso, talvez,  se não chover nos próximos dias pode acarretar um pouco de dano", explica.
O engenheiro estima que se as expectativas de colheita se confirmarem, os produtores poderão recuperar os prejuízos causados na última safra de soja: "Se conseguirmos fechar em toda a área de ação da Cotrijui uma média de 45 sacas/hectare, é considerada uma safra muito boa, a média histórica da região deve fechar em 35 sacas/hectare. Estamos com uma expectativa bem acima devido ao bom desenvolvimento inicial que a soja teve. Claro que essa confirmação depende das condições climáticas. Não pode faltar chuva", afirma.
FONTE: http://www.jmijui.com.br

Soja, na região de Santo Ângelo, necessita de chuvas para evitar perdas


Em Santo Ângelo, o último dia que teve chuva regular foi dia 5 de janeiro, de acordo com informações da Cotrisa foram 25mm. A última chuva registrada pela Cotrisa no Parque Industrial foi no dia 8, quando choveu 2mm. 
Sendo assim, com 20 dias sem chuvas regulares, podem ocorrer perdas na safra de soja que se encontra em fase de floração e algumas lavouras em formação de vagem, explica o técnico agrícola da Emater, Diomar Formenton. "São necessários no momento no mínimo 30 mm de chuva, para que a soja possa ter o desenvolvimento adequado", afirma Formenton. 
Em relação às doenças, o técnico agrícola informa que não foi registrado nenhum caso na Emater e se ocorrer será casos isolados, pois os produtores trabalham com controle preventivo.
A produtividade inicial da soja, de acordo com dados da Comissão Municipal de Estatísticas Agropecuárias (Comea) era de 40 sacas por hectare, mas segundo Formenton, em reunião recente do Comea, a média passou para 42 sacas por hectare. "Claro que a projeção é em relação à média histórica do município, mas existem lavouras que a média da produtividade será bem maior", esclarece.
MILHO
Em relação à safra de milho, conforme Formenton, o plantio do cedo já está colhido e o safrinha está em desenvolvimento vegetativo, por isso a falta de chuva não teria um reflexo tão grande como para a soja. "O milho do cedo que já foi colhido foi utilizado tanto para grãos como para silagem. E as áreas onde foi colhido, os agricultores já plantaram milho novamente", afirma o técnico agrícola. A média de produtividade para a safra de milho é de 70 sacas por hectare.
COMPARATIVO
Na safra anterior a produtividade inicial projetada para a soja era de 40 sacas por hectare, porém com a seca, a média final ficou em 5 sacas/hectare, registrando uma quebra de 87,5%, devido a seca prolongada que atingiu todo o ciclo da cultura.
Já a safra de milho a média inicial projetada era de 70 sacas/ha, contudo a colheita foi de apenas 21 sacas por hectare, com perdas estimadas em 70%. 

FONTE: www.atribunars.com.br

As previsões não são animadoras. O Climatempo não prevê chuva para o período compreendido entre os dias 26/01 e 04/02. Já a SOMAR Meteorologia prevê 3 mm para a próxima sexta-feira (01/02).



Clima preocupa agricultor
A frustração da safra passada da soja ajuda a deixar os produtores rurais apreensivos a cada sinal de que haverá novamente uma redução dos índices de chuva


A semana começou de forma preocupante para os agricultores que investiram na formação das lavouras de soja. Os 14 dias sem chuva reprisam o problema climático que o setor passou na safra 2011/2012, quando uma longa seca causou sérios prejuízos aos produtores rurais. O ano se iniciou com excelente quantidade de precipitações pluviométricas. Nos nove primeiros dias de janeiro foram mais de 100 milímetros de chuvas, que estão sem registro desde aquela data. Em fase crítica, a oleaginosa necessita de chuvas semanais com média que vai de 30 a 40 milímetros. A expectativa dos produtores do grão está para a previsão de chuva a partir de ontem, sexta-feira (25/01). “Estamos no limite para as lavouras de soja que começam a sentir com a pouca umidade do solo”, salienta o técnico agrícola da Cooperativa dos Agricultores de Chapada, Rafael Oppelt. 
A frustração da safra de soja passada por causa da seca registrada entre o final do ano de 2011 e primeiro trimestre de 2012 ajuda a deixar os produtores rurais apreensivos a cada sinal de que haverá mais uma vez uma redução na quantidade de chuva na região. Em função da queda de produtividade na safra 2011/2012 os sojicultores investiram em tecnologia para recuperarem na safra 2012/2013 o que foi perdido na colheita anterior.


Bons indicativos
Tecnologia foi empregada na maioria das áreas produtivas do grão e a Agricultura de Precisão teve um pequeno avanço dentro das grandes áreas rurais. Tudo aponta para uma safra com bons resultados. “A parte técnica de formação e manutenção das lavouras, que garantem potencial de produtividade, foi feito. A partir deste momento praticamente 100% do sucesso da safra se resume ao clima, que nas duas últimas semanas não corresponde com as nossas expectativas”, disse o técnico agrícola.

FONTE: www.diariodamanha.com

No site do INMET, observam-se reduzidos volumes de chuva nas estações climatológicas de Passo Fundo (0,6 mm no dia 24/01 e 2,0 mm no dia 25/01), Cruz Alta (1,2 mm no dia 24/01 e 0,2 mm no dia 25/01) e São Borja (0,2 mm no dia 24/01 e 0,6 mm no dia 25/01), entre os dias 24 e 25 de janeiro.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


Tempo permanece seco no Sul do país até início de fevereiro




Tempo permanece seco no Sul do país até a primeira semana de fevereiro
Produtores de milho do Rio Grande do Sul estão preocupados com o risco de estiagem 


Uma massa de ar seco cobre a região Sul do Brasil e a semana começa com céu limpo e sem previsão de chuvas para boa parte dos Estados. Nos próximos dias há chance de algumas pancadas muito isoladas e passageiras no oeste gaúcho e leste paranaense, mas sem grandes acumulados. Até o fim da semana as temperaturas voltam a subir desde o Rio Grande do Sul ao Paraná e as máximas ficam novamente na casa dos 30°C.
Essa condição deve persistir até o final do mês e pelo menos na primeira semana de fevereiro”, afirma o climatologista da Somar, Paulo Etchichury. As previsões mostram que as poucas chuvas que acontecem até o fim de semana na região não devem gerar acumulados acima dos 15mm. Para a última semana de janeiro o tempo fica ainda mais seco, principalmente no Rio Grande do Sul, sem volumes significativos de chuva. 

No noroeste gaúcho a falta de chuvas completa 12 dias. Em Palmeira das Missões-RS e Santo Ângelo-RS não chove desde o dia 9 deste mês e janeiro deve terminar com acumulados abaixo da média nessas cidades. Na primeira semana de fevereiro há formação de novas áreas de instabilidade sobre a região sul, mas o Rio Grande do Sul não será totalmente beneficiado e os volumes de chuva não passam dos 30mm no norte do Estado.

Para o estado do Paraná e parte de Santa Catarina o risco de estiagem é menor, em função de que há indicativo de chuva para a primeira semana de fevereiro. A umidade da Amazônia volta a se organizar entre o Sudeste, Sul e Centro-Oeste e as chuvas mais generalizadas atingem o Paraná e trazem acumulados de até 70mm em praticamente todo o Estado, o que deve garantir um bom início de plantio de milho nas lavouras paranaenses.


Chuvas escassas nos últimos dias começam a preocupar


Observando os dados de precipitação do INMET*, para o atual mês de janeiro (01 a 20 de janeiro de 2013), verificamos que os volumes registrados em algumas estações localizadas na metade norte do Rio Grande do Sul, principal região produtora de grãos de sequeiro no Estado, são razoáveis quando considerado o volume total do mês, no entanto, o recente período contínuo sem chuvas significativas, aproximadamente 12 dias, passa a ser preocupante, principalmente se considerarmos a previsão para os últimos dias de janeiro.

Estação de Passo Fundo - A última chuva razoável ocorreu no dia 08 de janeiro (14,2 mm), portanto, já são 12 dias sem volumes significativos, nesse intervalo, menos de 1 mm nos dias 09 e 15 de janeiro. A previsão da Climatempo** para esta semana é de tempo seco até o próximo dia 24 de janeiro, com 15 mm previstos para o dia 25 (sexta-feira). Já o Clictempo*** prevê ausência de volumes significativos (1 mm) para os próximos 10 dias. Finalmente, o CPTEC**** estima uma possibilidade de precipitação de apenas 30% para o próximo dia 25. 
Estação de Cruz Alta - A última chuva significativa ocorreu no dia 07 de janeiro (26,8 mm), portanto, são 13 dias sem volumes adequados, nesse intervalo, menos de 1 mm nos dias 17 e 18 de janeiro. A previsão da Climatempo também indica 15 mm para o próximo dia 25. Já o Clictempo tem previsão de apenas 1 mm para o dia de hoje (21) e para o dia 23. O CPTEC estima uma possibilidade de 90% para o próximo dia 25.
Estação de São Borja - A última chuva mais expressiva ocorreu no dia 05 de janeiro. Depois disso, algo próximo dos 5,0 mm nos dias 07 e 08 de janeiro, logo após, menos de 1 mm/dia entre os dias 09 e 12 de janeiro. A previsão da Climatempo também indica 15 mm para o próximo dia 25. O Clictempo prevê apenas 1 mm para o dia 22 e 2 mm para o dia 25. O CPTEC estima uma possibilidade de 90% para o próximo dia 25.

No caso da soja, a necessidade de água aumenta com o desenvolvimento da planta. O máximo é exigido durante as fases de floração e enchimento de grãos (7 a 8 mm/dia)*****. Para se obter elevadas produtividades, além de um volume adequado, é necessário uma boa distribuição das chuvas ao longo do ciclo e, por isso, este período recente de tempo seco começa a preocupar os produtores. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS, de 17 de janeiro, nesta data, aproximadamente 25% da área cultivada com soja no RS estava na fase de floração e 3% já na fase de enchimento de grãos. 

FONTES: *        http://www.inmet.gov.br;
             **      http://www.climatempo.com.br/
             ***    http://clictempo.clicrbs.com.br/
             ****  http://www.cptec.inpe.br/
             *****http://bioinfo.cnpso.embrapa.br/seca/index.php/ecofisiologia/exigencias-climaticas