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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Manchas com origem desconhecida causam prejuízos nas lavouras de melão do Rio Grande do Sul
Engenheiros agrônomos indicam que o problema nas frutas seja causado por fungo ou bactéria

Produtores de São Jerônimo, região carbonífera do Rio Grande do Sul, estão intrigados com a safra de melão devido ao aparecimento de manchas com origem desconhecida nas frutas. A praga já chegou a afetar 80% de algumas lavouras do Estado.
O produtor Jair Corrêa conta que percebeu que as folhas do fruto também estavam arrasadas. Ele acrescenta que nunca viu esse tipo de mancha.

– Em uma lavoura eu perdi umas 30 toneladas. Era lavoura para 40 toneladas e eu colhi 10 toneladas – diz o produtor.

O agricultor Adelar da Silveira perdeu quase 80% da lavoura. Ele relata que o prejuízo começou quando ele comprou uma muda em um estabelecimento comercial.

– Falam que é uma bactéria. Me indicaram um ativador da planta e, depois do ativador, um bactericida – diz o produtor Luciano da Luz .

As manchas amarelas criam buracos na casca das frutas e apodrecem o interior do melão. Engenheiros agrônomos da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul indicam que o problema seja causado por fungo ou bactéria.

O resultado das análises nas mudas e frutas deve sair em 10 dias. Para produtores que encontrarem os mesmos sintomas na lavoura, a sugestão é que procurem assistência técnica.

FONTE: www.ruralbr.com.br

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


Safra de melão de Nova Santa Rita (RS) apresenta valorização

Nova Santa Rita é o segundo maior produtor de melões do Estado, com uma área cultivada de aproximadamente 85 hectares, ficando atrás somente de São Sebastião do Caí 
Nesta safra, a produção total deve situar-se dentro da média dos últimos anos, ficando em 1700 toneladas. Já o preço pago ao produtor aumentou cerca de R$ 0,50 se comparado à safra passadaDe acordo com o chefe do escritório da Emater/RS-Ascar no município, Henrique Augusto Kamphorst, o valor da caixa de 18 a 20 quilos se manteve em torno de R$ 30,00, o que equivale a uma média de R$ 1,50 o quilo, cotação maior que a recebida pelo produtor no ano passado.
A colheita em Nova Santa Rita já se encontra praticamente concluída, ultrapassando os 95% da área total cultivada no município. A produtividade está, em média, em 1000 caixas por hectare, ou seja, 20 mil quilos por hectare. 
O plantio da principal variedade, o melão Gaúcho, ocorre nos meses de junho, julho e agosto, e a colheita, entre os meses de novembro e dezembro. São cultivadas também outras variedades, como o melão Cantaloupe, que é plantado em período mais tardio - meses de dezembro e janeiro -, mas que apresenta um ciclo produtivo mais curto, sendo colhido em torno de 60 a 65 dias após o plantio.
A maior parte do melão do município é proveniente da produção familiar, envolvendo 45 famílias de agricultores, que vendem o fruto em espaços de comercialização na Central de Abastecimento de Porto Alegre (Ceasa) e para redes de supermercados, com o preço variando conforme a cotação do dia.
O agricultor familiar Daniel Silveira da Rosa, que planta melão há 30 anos no município, obteve uma produtividade de 20 toneladas por hectare da variedade Gaúcho nesta safra. Daniel vê na valorização do melão um incremento na renda que o ajudará a pagar os seus investimentos. “Eu até plantei uma nova variedade – Pampa - para ver a aceitação no mercado e as vendas estão boas”, completa o agricultor.

FONTE: www.portaldoagronegocio.com.br